29 maio 2007

Outra de teletubbies

Inacreditável! Mais umha outra vez com a caralhada dos teletubbies conspirando para executar a oculta agenda gay, instilando nas déveis e moldáveis mentes infantis a propaganda do lobby rosa.

O patético é que, desta volta, o diga nom um fundamentalista num programa de notícias cristám, senom umha política dum governo da esclarecida Uniom Europeia, a defesora do menor Ewa Sowinska.

Patético, ou polo menos, muito mais patético do que eu a insinuar que um dos gémeus governantes--e é bem sabido as altas percentagens de homossexualidade entre os gémeus --, o primeiro ministro Jaroslaw Kaczynski , que nom casou nunca e vive com a sua mamá, semelha bem gay. De facto, bem pensado, Jarolslaw semelha-se a Tinky-winky (o teletubby com o triángulo enriba da cabeça). Tinky-winky é umha maneira de dividir a palavra "twinky". E "twinky" é bem sabido que é umha palavra da gíria dos gay norte-americanos para designar umha classe de gays determinados, jovens, suaves, moles, ainda que guapinhos. De onde se deduze que Jaroslaw é un twinky? Nom, nom. :D

17 maio 2007

Dia Internacional contra a homofobia


Pola descriminalizaçom universal da homossexualidade
Oito países punem a homossexualidade com pena de morte. Eis a lista da infámia:
- Arábia Saudi
- A Nigéria muçulmana
- Emiratos Árabes Unidos
- Irán
- Mauritania
- Sudám
- Iemen
- Afganistám (ainda que nom se aplica actualmente)
Em 85 países há graves limitaçons e punimentos à prática da homossexualidade.

11 maio 2007

Discriminaçom laboral


A OIT vem de publicar o seu "Relatório Global da OIT Igualdade no Trabalho: enfrentar os desafios". Neste trabalho, além de teimar nas velhas discriminaçons por questons de género e de raça, observam-se o que eles consideram os novos focos de discriminaçom: o obsessivo interesse pola saúde que converte em albo da discriminaçom laboral a fumadores, a obsessom pola idade que deixa fora os demasiado novos e os demasiados velhos. E, como nom, os LGBT que som objecto de discriminaçom e de violência física, verbal e psicológica.

Realmente, nom é nada novo que as pessoas LGBT som objecto de discriminaçom laboral. É um fenómeno velho que os LGBT tenham que ocultar a sua orientaçom sexual para conseguir trabalho, como para conseguir ou simplesmente manter muitas outra cousas em tantas situaçons vitais. Até agora, é o certo, a sensibilidade social ante este tema foi escassa. E também é o certo que até agora as gentes LGBT estiveram muito mais ocultos do que agora. Umha das características da condiçon contemporânea das pessoas LGBT é a sua vontade de visibilidade, sobretodo nas democracias avançadas e ainda nom tam avançadas, e nem tam sequer democracias. Já nom estamos resigandos a morrer num armário, nem a fazer durante 24 horas cada um dos dias da semana de polícias de nós próprios. O resultado é que nos convertemos em albo mais fácil da homofobia. Também as oportunidades para nós som maiores. E, sendo albos mais fáceis, a discriminaçom é mais óbvia, como nós próprios somos mais óbvios. Também nos nossos trabalhos.

Ainda que no âmbito laboral, como em tantos outros das nossas vidas, a classe social também conta, e é muito mais fácil ser gay rico que gay proletário, ser gay também segue marcando a diferença. Veja-se o caso recente do director executivo de BP, que tivo de dimitir quando já nom pudo impedir que os jornais figessem pública a sua homossexualidade. Claro, a situaçom de desamparo vital nom é a mesma em quem tem que abandonar o seu trabalho com uns centos de milhons de libras que a de quem tem que fazê-lo com um subsídio de paro que, no melhor dos casos, pode ser de 1000 euros. Mas, ainda assim, a discriminaçom afecta aos dous: nom se mede a sua capacidade laboral, senom o seu estilo de vida, que pouco ou nada tem a ver com o seu rendimento no trabalho.

Afinal é, que ainda que a nossa legislaçom felizmente avance, a homofobia cultural, mais ou menos subtil, mais ou menos tosca, característica do patriarcado, faz de nós uns aliens numha sociedade dominada por e modelada para os pais de família.

10 maio 2007

Se a tua igreja te ataca, apostata

O virilíssimo Báltico começa a ser recorrentemente chato. Agora a notícia vem da boca do cadenal primado católico-romano de Letónia, Janis Pujats. O homemzinho dixo que a homossexualidade "é umha total corrupçom na área sexual", e, num arrouto (ou arroto?) de originalidade, "umha forma nom natural de prostituiçom". Caridade católica!!!

Todo isto , claro é, dentro dum discurso rançoso chamando à de defesa da família tradicional polos legisladores face à agenda das organizaçons LGTB que tentan, como nom!, atacar os valores familiares e espalhar as suas ideias corruptas à sociedade. Entre outras medidas, chama à proibiçom do Dia do Orgulho Gay, já que nom se pode ser tolerante com essa corrupçom.
Inacreditável! Este homem está na fronteira de ser mais um Ali Sistani chamando a matar os homossexuais. Esta é a tua igreja? Apostata!

Beenie Man

Sim, sim. Já o têm em Barcelona (Catalunha) e depois em Madrid (Reino de Espanha) e em Bilbau (País Basco). Refiro-me ao Beenie Man, o cantante de reggae homófobo. Melhor dito, infelizmente, um dos cantantes de reggae homófobos. Já falámos dele nalgumha ocasiom. Agora já é bom, assinou a Reggae Compasionate Act e, aparentemente, já é inócuo. Como nom deixam de lembrar alguns, ainda nom pediu desculpas pola suas cançomzinhas.

Para mais info, tende-la em El Pais.

01 maio 2007

Demissom polo outing dum tabloide

O director executivo de Biritish Petroleum, John Browne, demitiu após fazer-se pública a sua homossexualidade num jornal británico. Nom é que ele volluntariamente a figesse pública. Nom é que um irado grupo gay radicalíssimo decidisse fazer-lhe outing -- haveria que ouvir os berros que dariam se isto tivesse sido assim--. Um tabloide decidiu fazê-lo. O que nos leva a fazermo-nos a pergunta de por quê tem que demitir um gay da direcçom executiva de qualquer empressa se o ser gay nom o incapacita para exercer esse trabalho.

Se nom usou a sua autoridade para impor relaçons sexuais nom consentidas -- e é este o caso --, qual é o obstáculo para seguir exercendo? A mensagem que se manda com esta demissom, mais forçada do que voluntária, é socialmente negativa. Entrementres se trabalha por umha legislaçom anti-discriminatória e por fazer pedagogia social contra a discriminaçom dos LGBT, acontecimentos como esta demissom mandam umha mensagem fundamente daninha para nós: que nom podemos estar nas responsabilidades mais elevadas das empressas. E umha vez admitido que, por nom se sabe que escura razom, nom se pode exercer essas funçons, a lista pode estender-se até abranger, por exemplo, a docência... e já nom estamos longe da extrema direita polaca.