28 março 2007

Desiludido



Sim, fiquei desiludido. André Boisclair era a minha esperança de ver por primeira vez um presidente de governo abertamente gay e independentista no Quebec. Infelizmente, nem é o primeiro presidente de governo de Quebec abertamente gay e independentista. De facto, as eleiçons nom puderom ser muito piores para ele. Passou o Bloco Quebequês a ser a terceira força política e só tirou 36 de 125 escanos. A independência do Quebec está agora um pouco mais longe. Mas nom tanto como proclamam os média espanhóis. Agora que perde o BQ é porque os quebequeses nom querem a independência, como afirma num titular o inefável jornal progre "El País". Quer isso dizer que quando ganhavam a queriam? Entom por quê nom o diziam os média espanhóis e andavam a tentar disfarçar a clara aposta pola soberania dos quebequeses? Ups, estou-me a ir do tema do blog.

sim, sim, Polónia umha outra vez


A última do infame governo que têm os polacos. Nom contentos com tentar expulsar os docentes gays das escolas e de todo aquel que exerça a liberdade de expressom sobre o tema da "gayice", agora um "Defesor dos Direitos dos Nenos" tivo a brilhante ocorrência de que há que fazer umha lista de profissons que os gays nom poderiam exercer.
Esperemos que só fique nisso: na última estupidez saída do âmbito do governo polaco.

A homofobia caribenha


Nom, esta vez nom vou falar dos cantantes jamaicanos. Esta vez, sem mover-nos do Caribe, vou falar de cantantes dos territórios de ultramar franceses de Guadalupe e da Martinica. Falo de Admiral T e Liutenant que se fam um grande nome no mundo da música com agressivas letras antigays.


Admiral T, da Guadalupe, tem umha cançomzinha chamada "Makoumé" ("maricom" no creoulo local) na que declara o seu ódio contra os gays e invita a queimá-los como se forem cigarrilhos. Ele declara que veu "para queimar os gays andam arredor das muralhas" e que eles "vam sofrer, sofrer; e vam ser gaseados, gaseados". Delicioso, n'é? Ainda mais, aconselha aos seus ouvintes que "em troca de disparar contra o teu irmám, apunta cara a eles".

Quanto ao Liutenan, o verám passado, ofreceu belas jóias poéticas ao cantar num festival cousas como "Mato gays" ou "Nom há nada que esperar de Europa; ali nom há nada salvo gays".

Nota de esperança: Admiral T. na web da sua companhia discográfica em Dezembro de 2006 di (ou o seu representante) que ele está pola tolerância de todas as raças, credos, ideologias e que nunca discriminou contra os gays. E o seu produtor musical di que já parou de produzir o material antigay que o fez famoso.

18 março 2007

Novas de Europa


Polónia, sempre fértil em novas gays, tem sobre a mesa umha proposta do ministro de educaçom, o infame Roman Gyertich. A proposta consiste em fazer umha purga nos quadros de mestres e ensinantes do sistema educativo gays. Também cairiam sob a acçom punitiva de Gyertich os que promovam a homossexualidade, seja o que for o que quer dizer isso de promover a homossexualidade.

Pola sua parte, o Parlamento Europeu decidiu falar sobre o assunto da proposta de lei nigeriana que pretende penalizar qualquer indício de gayice no país. Por 61 contra 24 foi aprovada a resoluçom B6-105 no que entre outras cousas se chama a parar a aprovaçom da lei nigeriana que penaliza nom só qualquer vinculaçom com a celebraçom de casamentos centre gentes do mesmo sexo senom também qualquer tipo de advogacia em favor dos direitos LGBT.

10 março 2007

Mau futuro para os bairros gays?

Os primeiros bairros gays estabelecerom-se nos Estados Unidos, especialemente em Nova Iorque e Sam Francisco, primeiro como refúgio onde um podia ser gay sem ser lapidado, e depois, perante a pandémia do SIDA como refúgio face a agressividade e temor das populaçons circumdantes. A SIDA, enquanto dizimou os bairros gays, paradoxalmente afortalou o seu sentido comunitário.

Hoje estamos assistindo ao fenómeno contrário. Umha vez estabelecidos os bairros gays -- geralmente em zonas céntricas degradadas--, e arranjados, limpados e dotados dumha nova vida mais ou menos vibrante, estes começam a ser objecto da especulaçom urbanística. Os agentes imobiliários compram casas, prédios e terrenos, e começam a aparecer os novos habitantes dos nossos bairros: as famílias heterossexuais... e o panorama humano vai mudando. E os nossos bairros começam a desaparecer, aos poucos.
Para alguns, que desapareçam nom é mais que um sintoma da nossa vitória. Estamos cada vez melhor integrados e aceites na populaçom geral e assim a gente já nom tem medo de viver entre gays. Nom devemos ter saudades desses bairros que nom nascerom senom como ghettos nos que se nos permitiu viver. Para outros, porém, a desapariçom dos bairros gays falam nom tanto da nossa vitória quanto da nossa capacidade para transformar o invivível nalgo belo e desejável, enquanto as nossas vidas seguem a sofrer a homofobia mais ou menos intensa da sociedade.
O que si parece certo é que quando os bairros se vam heterossexualizando a segurança dos gays começa a pôr-se em perigo. Nom é que os novos habitantes heteros batam nos gays. Claro que nom é assim. Mas o que sim acontece é que as redes gays vam-se debilitando já que os gays e os seus locais desaparecem desses bairros ante a impossibilidade de poder pagar os alugueres cada vez mais altos que se pedem nestes bairros. Menos locais, menos gays, traduze-se em menos densidade das redes gays, e portanto em menor segurança para os gays que, mália a melhor aceptaçom social, nom deixamos de ser objecto para toda caste de macarras, pimbalhons e marulos que querem sentir-se bem com eles mesmos e esquecer o seu fracasso social batendo nuns maricalhos.

Manifestaçom em Itália pro lei de parelhas de facto


Hoje milhons de italianos manifestarom-se me Roma a favor da lei de parelhas de facto italiana, que está a ser estudada por um comité parlamentário. A manifestaçom fez-se polo temor a que a lei seja a vítima das manobras do Primeiro Ministro Prodi para manter o seu governo e a sua maioria no parlamento, maioria nom mui estável já que depende de parlamentários e ainda ministros democrata-cristáns que, seguindo a ordens do Vaticano na tradicional ingerência deste estado ali onde pode, afirmam que vam atirar abaixo a lei.
Lembremos mais umha vez que os que ali se negam a umha lei tam tímida som os mesmos que nos diziam que o único problema era que as union legais entre pessoas do mesmo sexo se chamasse matrimónio, insinuando que o problema era a nossa intolerância com o nome. Pois nom. Mais umha vez vemos que o problema é reconhecer-nos qualquer direito por pequeno que for.