09 fevereiro 2007

Mais de Itália

Já saíu a proposta de lei do governo italiano sobre a legislaçom que dará cobertura às parelhas gays. Como comentava no último post, isto nom é nem matrimónio, nem lei de unions civis, nem nada semelhante. É umha trapalhada. É umha burda imitaçom dumha lei de unions civis como as que existem nalguns países de Europa. E para que fique bem claro, nom é umha lei que recolha umha forma estável de parelha gay. Nom há que deixar que o confundam com algo asssim com um matrimónio gay, ou um matrimón gay B, como bem aclarou a ministra de família Rosy Bindi. É umha forma de relaçom legal à que podem acolher-se quaisquer que tenham umha relaçom afectiva estável nom necessariamete sexual. Lembra ao que tentava colar-nos o PP.

Este contrato entre duas partes oferece umha série de vantagens, ainda que nom imediatamente, senom graduadas segundo o tempo de duraçom da relaçom. Companhia nas hospitalizaçons ou visitas no cárceres som imediatas. Para os efeitos económicos e patrimoniais, porém, haverá que esperar entre três e nove anos. Para herdar-se entre si terám que esperar nove (9!!!!!!) anos de convivência. Com três anos de convivência, poderá-se herdar o aluguer, a asistência sanitária ou reagrupaçom por questons laborais.

Se esta lei é mais bem lixo, ainda a cousa pode ser pior, porque, segundo o governo, a lei poderá ser melhorada no Parlamento pola boa disposiçom com a que recolherám qualquer iniciativa para reformá-la. Como a lei foi proposta polo bloco de centro esquerda e a oposiçom é de direita e extrema-direita, podemos imaginar em que sentido vai ser reformada. Todo isto sem ter em conta que o ministro de Justiça estivo ausente da reuniom do governo para nom pecar votando esta lei.

É realmente impresentável a esta altura do progresso na UE e fora dela em questons LGBT andar com semelhante falsificaçom de leis de reconhecimento das unions gays. Imagino que ainda crerá esse governo que é progressista e, francamente, esta lei o situa no âmbito da reacçom em assuntos de direitos LGTB.

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