Com a chegada da esquerda ao governo, alguns ingénuos cremos que, se bem talvez o matrimónio fosse muito para um país que tem no meio os quarteis gerais da ICR, seria este a altura para a Itália sair da dúbia honra de ser um dos países da velha UE sem lei que garanta as unións gays e estabelecer umha lei de unions civis.
Infelizmente, o projecto de lei do actual governo italiano, e ante os irados protestos da ICR, tem pouco a ver com umha lei de unions civis e, ainda menos, com um matrimónio. A lei consiste em que aquelas parelhas que levem convivendo mais de cinco anos podem registar, se compreendo bem a lei de maneira privada, e essa uniom teria efeitos no caso de alojamento e de beneficiar-se do sistema público de saúde, mas provavelmente nom das pensions. Todo isto a mais com o já anunciado voto contrário no parlamento do Ministro de Justiça, um católico convencidíssimo que segue as consignas vaticanas. E depois dizian que o problema da lei espanhola estava no uso do termo "matrimónio", que se nom, nom haveria tanto problema por parte da ICR.
O que, mais umha vez, nom compreendo é o papel do Presidente da República, o suposto progressista Giorgio Napolitano, chamando a fazer a lei tendo em conta a sensibilíssima epiderme da ICR, a nom molestá-la. Está bem que Napolitano quera ser presidente de todos os italianos, incluindo os católicos. Mas é também claro que para sê-lo nom hesita em nom sê-lo dos cidadáns LGBT italianos.
04 fevereiro 2007
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