16 fevereiro 2007

Dos USA

Lembram que há uns meses falávamos da saída forçada do armário do Pte. da Associaçom Nacional de Evangélicos de USA, Ted Haggard. Bem, trás três semanas de intensa terapia espiritual, segundo um portavoz da sua mega-igreja, já está curado. Deve ser a curaçom mais rápida dum maricom que nunca existiu. Como é óbvio, tam rápida conversom sexual nom fez mais que produzir riso, sarcasmos e todo tipo de comentários ridiculizantes dos bloggers gays de USA. Ah, o nosso pastor Ted Haggard comprometeu-se contractualmente a nom seguir pastoreando a sua igreja, a abandonar a cidade onde está esta, e, por suposto, recibirá umha substanciosa remuneraçom por o fazer. Dito doutra maneira, querem se desfazer dele para que outro excesso de sexualidade de Ted Haggard nom os deixe denovo numha situaçom embaraçosa.

Mais umha outra. O baloncestista da NBA Tim Hardaway ousou dizer o que pensava sobre os gays: que os odeia e nom os quer ter ao redor. As declaraçons constrastavam com as positivas e respeitosas de David Stern, o comissionado da NBA, sobre o livro do jogador Amaechi, no que este saía do armário. Como consequência das declaraçons de ódio de Hardaway, este foi suspendido de toda participaçom na 'NBA-All Stars'. Perfeito. Bom sintoma de que a sociedade começa nom ver bem este tipo de declaraçons e de que puni-las é aceitável.

Nigeria


Apesar das notícias dadas por Human Wrights Watch e algumhas organizaçons nigerianas, infelizmente a proposta legislativa de repressom da gente e movimento LGBT continua o seu avanço no parlamento nigeriano de maneira que, com probabilidade alta, estará aprovada antes das vindoiras eleiçons presidenciais nigerianas... com a abençom, claro é, do agressivamente homófobo arcebispo anglicano de Nigéria Peter Akinola.

09 fevereiro 2007

Mais de Itália

Já saíu a proposta de lei do governo italiano sobre a legislaçom que dará cobertura às parelhas gays. Como comentava no último post, isto nom é nem matrimónio, nem lei de unions civis, nem nada semelhante. É umha trapalhada. É umha burda imitaçom dumha lei de unions civis como as que existem nalguns países de Europa. E para que fique bem claro, nom é umha lei que recolha umha forma estável de parelha gay. Nom há que deixar que o confundam com algo asssim com um matrimónio gay, ou um matrimón gay B, como bem aclarou a ministra de família Rosy Bindi. É umha forma de relaçom legal à que podem acolher-se quaisquer que tenham umha relaçom afectiva estável nom necessariamete sexual. Lembra ao que tentava colar-nos o PP.

Este contrato entre duas partes oferece umha série de vantagens, ainda que nom imediatamente, senom graduadas segundo o tempo de duraçom da relaçom. Companhia nas hospitalizaçons ou visitas no cárceres som imediatas. Para os efeitos económicos e patrimoniais, porém, haverá que esperar entre três e nove anos. Para herdar-se entre si terám que esperar nove (9!!!!!!) anos de convivência. Com três anos de convivência, poderá-se herdar o aluguer, a asistência sanitária ou reagrupaçom por questons laborais.

Se esta lei é mais bem lixo, ainda a cousa pode ser pior, porque, segundo o governo, a lei poderá ser melhorada no Parlamento pola boa disposiçom com a que recolherám qualquer iniciativa para reformá-la. Como a lei foi proposta polo bloco de centro esquerda e a oposiçom é de direita e extrema-direita, podemos imaginar em que sentido vai ser reformada. Todo isto sem ter em conta que o ministro de Justiça estivo ausente da reuniom do governo para nom pecar votando esta lei.

É realmente impresentável a esta altura do progresso na UE e fora dela em questons LGBT andar com semelhante falsificaçom de leis de reconhecimento das unions gays. Imagino que ainda crerá esse governo que é progressista e, francamente, esta lei o situa no âmbito da reacçom em assuntos de direitos LGTB.

04 fevereiro 2007

E seguimos con Italia

Com a chegada da esquerda ao governo, alguns ingénuos cremos que, se bem talvez o matrimónio fosse muito para um país que tem no meio os quarteis gerais da ICR, seria este a altura para a Itália sair da dúbia honra de ser um dos países da velha UE sem lei que garanta as unións gays e estabelecer umha lei de unions civis.

Infelizmente, o projecto de lei do actual governo italiano, e ante os irados protestos da ICR, tem pouco a ver com umha lei de unions civis e, ainda menos, com um matrimónio. A lei consiste em que aquelas parelhas que levem convivendo mais de cinco anos podem registar, se compreendo bem a lei de maneira privada, e essa uniom teria efeitos no caso de alojamento e de beneficiar-se do sistema público de saúde, mas provavelmente nom das pensions. Todo isto a mais com o já anunciado voto contrário no parlamento do Ministro de Justiça, um católico convencidíssimo que segue as consignas vaticanas. E depois dizian que o problema da lei espanhola estava no uso do termo "matrimónio", que se nom, nom haveria tanto problema por parte da ICR.

O que, mais umha vez, nom compreendo é o papel do Presidente da República, o suposto progressista Giorgio Napolitano, chamando a fazer a lei tendo em conta a sensibilíssima epiderme da ICR, a nom molestá-la. Está bem que Napolitano quera ser presidente de todos os italianos, incluindo os católicos. Mas é também claro que para sê-lo nom hesita em nom sê-lo dos cidadáns LGBT italianos.