26 setembro 2007

lgbT, hoje o Tê


Hoje aprovou-se no parlamento galego umha "proposta nom de lei" pedindo ao Sistema interterritorial de Saúde (do Reino de Espanha y olé!) e à Segurança Social (do mesmo reino) que assuma as despesas da mudança de sexo das pessoas transexuais. Votarom a favor BNG (o proponente) e PSOE, abstendo-se o PP. Inicialmente a proposta do BNG era mais ampla. Pedia-se a criaçom dumha unidade especial no SERGAS dedicada ao tratamento integral no processo de reatribuiçom de sexo, ao qual se negou o PSOE. Ao tempo pediu-se também que se implementassem medidas para evitar a discriminaçom laboral dos transexuais.

Ao tempo que se passava isto, liamos nos jornais do acontecido a um trabalhador da Marinha de Guerra ao que lhe foi recusado a licença para casar com umha transexual, recusaçom que foi acompanhada de aldragens (maricom, vermelho) polo seu superior hierárquico militar. Após o qual começou umha campanha de isolamento social no seu local de trabalho que o tem numha situaçom de baixa laboral por depressom. Resulta surpreendente que nesta altura ainda tenhamos núcleos de resistência entre os trabalhadores do Estado e que estes nom sejam punidos legalmente por utilizarem a sua autoridade delegada polo Estado para resistir-se à legislaçom emanada dos corpos legilativos, à que se supom que devem defender.

25 setembro 2007

E em Irám nom os há

Vale, nom há gays no Irám. Cremos a Ahmadinejad. Que nom, que nom há gays, nem maricalhos ou paneleiros ou como quigérmos chamá-los. Têm executado a adolescentes por serem gays... mas, nom, nom há gays no Irám, e se os houver, executam-nos ... sendo uns meninhos. E Ahmadinejad nom se explica quem pudo dizer-nos que havia disso no Irám. Hipócrita.

Tal vez nom haja gays no Irám, mas Ahmadinejad e sequazes necessitam urgentemente umha equipa gay para assessorá-los. Alguém tem que lhe dizer que esse penteado casposo nom se estila desde há uns 50 anos. Que nom, que o colar estilo mandarim, em realidade, desde a Revoluçom Cultural Chinesa já nom é fashion.

E nom, nom há gays no Irám.

21 julho 2007

Liberdade de Expressom

Neste blog, como é bem fácil de imaginar, sempre estamos contra a promoçom e fomento da heterossexualidade. Polónia é o "facho que alumea" a nossa conduta em assuntos de sex-politics. :D

Ainda assim, cremos mais importante que evitar a promoçom da heterossexualidade e a execuçom da agenda do lobby hetero a liberdade de expressom, ainda naquelas cousas (como esta camada de "El Jueves") que nos podem resultar de horrendo gosto, e nom porque ataque a monarquia, pois aqui nom somos partidários de que a Xefia do Estado a tenha o simples produto dum acto de heterossexualidade militante :D.

E a estúpida regimem monárquica estrangeira, e a linhagem que a sustenta, nom esta isenta de ser objecto da expressom livre dos cidadáns.

22 junho 2007

No Orgulho Gay

Os tempos vam melhorando: fez-se a parada do Orgulho Gay em Jerusalém sem problema, e ainda Olmert dixo que o direito a se manifestar era como o direito a votar. No Reino de Espanha (y olé) as leis vam avançando: o novo "Estatuto básico do empregado público" de maneira expressa proibe que os empregados públicos sejam discriminados por questons de orientaçom sexual e que podam discriminar por esse mesmo motivo. A protecçom para os LGBT é clara e expressa, o que é um avanço na legislaçom do Estado Espanhol. Entrementres, na Galiza, o BNG apresentará umha proposiçom nom de lei para proteger os direitos dos gays. Boas notícias neste Orgulho Gay 2007... até que chegamos a Polónia.
Os nossos co-UEuropeus polacos seguem à cabeça da reacçom. A última é que o ministro de saúde polaco criou um comité especial para "curar" os gays (!!!). Mais ainda, querem identificar quanta gente é homossexual em Polónia e fazer umha série de guias para que pais e ensinantes podam reconhecer os sinais que advirtem de potencial conduta gay (???). Se alguém cria que para parecer-se a um estado fascista só lhes faltava fazer umha base de dados de gente LGBT, há que dizer que, de maneira disfarçada, também estamos a assistir à confeiçom de tal base de dados, que, por certo, está proibida na UE, cousa que a esse governo de extremistas nom lhes preocupa o mais mínimo. Há que dizer que à UE parece também nom preocupar-lhe umha figa.

A escussa para compilar essa base de dados sobre a populaçom LGBT polaca é que há dous anos um gay ameaçou com pôr umha bomba anojado pola proibiçom da demonstraçom do Dia do Orgulho Gay em Varsóvia. Com o alibi das pesquisas, a polícia está a fazer a base de dados dos gays. Obviamente, nom necessitam ter a mais mínima ligaçom com o home que fez a ameaça. O simples facto de ser gay é o elo necessário para justificar a inclusom na base de dados.

Realmented algum gay da UE quer fazer parte dum organismo supra-nacional com Polónia? Quer algum partilhar constituiçom, mini-constituiçom, tratado constituicional ou o que for com Polónia? Eu nom. Polónia da Uniom Europeia sobras! :D (quando menos entrementres esteja este governo de extrema direita católica cripto-ayatollesco).

Feliz Dia do Orgulho Gay!!!!








02 junho 2007

Unions civis aprovadas em New Hampshire


Parabéns à gente LGBT de New Hampshire. O governador de New Hampshire assinou o dia 31 de Maio a Lei de Unions Civis nesse estado. Já é o quarto estado em ter umha legislaçom de unions civis junto com o pioneiro Vermont (no 2000), Conneticut e New Jersey. Massachussets, nom obstante, preferiu a via do matrimónio para igualar os direitos da populaçom LGBT.
O bispo da Igreja Episcopal Norte-Americana de New Hampshire, Rvdo. Gene Robinson, anunciou que vai fazer uso da lei para unir-se legalmente à sua parelha, que é um outro home, claro.
Entrementres, Polónia segue dando-nos notícias sobre a prática homofóbica institucional na UE. A última é que a série "Little Britain" foi censurada na televisom estatal num episódio no que há um beso entre dous homes. Já que tanto gostam dos EUA, podiam ir aprendendo um bocado deles.

29 maio 2007

Outra de teletubbies

Inacreditável! Mais umha outra vez com a caralhada dos teletubbies conspirando para executar a oculta agenda gay, instilando nas déveis e moldáveis mentes infantis a propaganda do lobby rosa.

O patético é que, desta volta, o diga nom um fundamentalista num programa de notícias cristám, senom umha política dum governo da esclarecida Uniom Europeia, a defesora do menor Ewa Sowinska.

Patético, ou polo menos, muito mais patético do que eu a insinuar que um dos gémeus governantes--e é bem sabido as altas percentagens de homossexualidade entre os gémeus --, o primeiro ministro Jaroslaw Kaczynski , que nom casou nunca e vive com a sua mamá, semelha bem gay. De facto, bem pensado, Jarolslaw semelha-se a Tinky-winky (o teletubby com o triángulo enriba da cabeça). Tinky-winky é umha maneira de dividir a palavra "twinky". E "twinky" é bem sabido que é umha palavra da gíria dos gay norte-americanos para designar umha classe de gays determinados, jovens, suaves, moles, ainda que guapinhos. De onde se deduze que Jaroslaw é un twinky? Nom, nom. :D

17 maio 2007

Dia Internacional contra a homofobia


Pola descriminalizaçom universal da homossexualidade
Oito países punem a homossexualidade com pena de morte. Eis a lista da infámia:
- Arábia Saudi
- A Nigéria muçulmana
- Emiratos Árabes Unidos
- Irán
- Mauritania
- Sudám
- Iemen
- Afganistám (ainda que nom se aplica actualmente)
Em 85 países há graves limitaçons e punimentos à prática da homossexualidade.

11 maio 2007

Discriminaçom laboral


A OIT vem de publicar o seu "Relatório Global da OIT Igualdade no Trabalho: enfrentar os desafios". Neste trabalho, além de teimar nas velhas discriminaçons por questons de género e de raça, observam-se o que eles consideram os novos focos de discriminaçom: o obsessivo interesse pola saúde que converte em albo da discriminaçom laboral a fumadores, a obsessom pola idade que deixa fora os demasiado novos e os demasiados velhos. E, como nom, os LGBT que som objecto de discriminaçom e de violência física, verbal e psicológica.

Realmente, nom é nada novo que as pessoas LGBT som objecto de discriminaçom laboral. É um fenómeno velho que os LGBT tenham que ocultar a sua orientaçom sexual para conseguir trabalho, como para conseguir ou simplesmente manter muitas outra cousas em tantas situaçons vitais. Até agora, é o certo, a sensibilidade social ante este tema foi escassa. E também é o certo que até agora as gentes LGBT estiveram muito mais ocultos do que agora. Umha das características da condiçon contemporânea das pessoas LGBT é a sua vontade de visibilidade, sobretodo nas democracias avançadas e ainda nom tam avançadas, e nem tam sequer democracias. Já nom estamos resigandos a morrer num armário, nem a fazer durante 24 horas cada um dos dias da semana de polícias de nós próprios. O resultado é que nos convertemos em albo mais fácil da homofobia. Também as oportunidades para nós som maiores. E, sendo albos mais fáceis, a discriminaçom é mais óbvia, como nós próprios somos mais óbvios. Também nos nossos trabalhos.

Ainda que no âmbito laboral, como em tantos outros das nossas vidas, a classe social também conta, e é muito mais fácil ser gay rico que gay proletário, ser gay também segue marcando a diferença. Veja-se o caso recente do director executivo de BP, que tivo de dimitir quando já nom pudo impedir que os jornais figessem pública a sua homossexualidade. Claro, a situaçom de desamparo vital nom é a mesma em quem tem que abandonar o seu trabalho com uns centos de milhons de libras que a de quem tem que fazê-lo com um subsídio de paro que, no melhor dos casos, pode ser de 1000 euros. Mas, ainda assim, a discriminaçom afecta aos dous: nom se mede a sua capacidade laboral, senom o seu estilo de vida, que pouco ou nada tem a ver com o seu rendimento no trabalho.

Afinal é, que ainda que a nossa legislaçom felizmente avance, a homofobia cultural, mais ou menos subtil, mais ou menos tosca, característica do patriarcado, faz de nós uns aliens numha sociedade dominada por e modelada para os pais de família.

10 maio 2007

Se a tua igreja te ataca, apostata

O virilíssimo Báltico começa a ser recorrentemente chato. Agora a notícia vem da boca do cadenal primado católico-romano de Letónia, Janis Pujats. O homemzinho dixo que a homossexualidade "é umha total corrupçom na área sexual", e, num arrouto (ou arroto?) de originalidade, "umha forma nom natural de prostituiçom". Caridade católica!!!

Todo isto , claro é, dentro dum discurso rançoso chamando à de defesa da família tradicional polos legisladores face à agenda das organizaçons LGTB que tentan, como nom!, atacar os valores familiares e espalhar as suas ideias corruptas à sociedade. Entre outras medidas, chama à proibiçom do Dia do Orgulho Gay, já que nom se pode ser tolerante com essa corrupçom.
Inacreditável! Este homem está na fronteira de ser mais um Ali Sistani chamando a matar os homossexuais. Esta é a tua igreja? Apostata!

Beenie Man

Sim, sim. Já o têm em Barcelona (Catalunha) e depois em Madrid (Reino de Espanha) e em Bilbau (País Basco). Refiro-me ao Beenie Man, o cantante de reggae homófobo. Melhor dito, infelizmente, um dos cantantes de reggae homófobos. Já falámos dele nalgumha ocasiom. Agora já é bom, assinou a Reggae Compasionate Act e, aparentemente, já é inócuo. Como nom deixam de lembrar alguns, ainda nom pediu desculpas pola suas cançomzinhas.

Para mais info, tende-la em El Pais.

01 maio 2007

Demissom polo outing dum tabloide

O director executivo de Biritish Petroleum, John Browne, demitiu após fazer-se pública a sua homossexualidade num jornal británico. Nom é que ele volluntariamente a figesse pública. Nom é que um irado grupo gay radicalíssimo decidisse fazer-lhe outing -- haveria que ouvir os berros que dariam se isto tivesse sido assim--. Um tabloide decidiu fazê-lo. O que nos leva a fazermo-nos a pergunta de por quê tem que demitir um gay da direcçom executiva de qualquer empressa se o ser gay nom o incapacita para exercer esse trabalho.

Se nom usou a sua autoridade para impor relaçons sexuais nom consentidas -- e é este o caso --, qual é o obstáculo para seguir exercendo? A mensagem que se manda com esta demissom, mais forçada do que voluntária, é socialmente negativa. Entrementres se trabalha por umha legislaçom anti-discriminatória e por fazer pedagogia social contra a discriminaçom dos LGBT, acontecimentos como esta demissom mandam umha mensagem fundamente daninha para nós: que nom podemos estar nas responsabilidades mais elevadas das empressas. E umha vez admitido que, por nom se sabe que escura razom, nom se pode exercer essas funçons, a lista pode estender-se até abranger, por exemplo, a docência... e já nom estamos longe da extrema direita polaca.

27 abril 2007

Asilo político denegado no Reino Unido


Said Faraji, um gay iraniano de 35 anos, está em protesto de fame no centro de detençom de Oakington em Cambridge pola ordem de deportaçom do Ministério do Interior británico que o mandará de novo ao Irám. O motivo polo qual o Ministério do Interior recusa outorgar-lhe o asilo é porque nom pode provar que em Irám o espere por ser gay a "tortura, ou um tratamento inumano ou degradante". Pretender, como fai o governo británico, que em Irám ser gay nom supom nengum risco resulta macabramente ridículo.
Infelizmente, o governo de Tony Blair neste assunto de outorgar direito de asilo a gays que podem sofrer perseguiçom no seu país tem um registro arrepiante: sistematicamente os denega, como aconteceu também com Mehdi.
Felizmente, os Países Baixos foi modificado o procedimento de asilo para os gays iranianos, que agora som considerados umha categoria especial de peticionários, e que nom necessitam provar que correm um risco grave por ser gays no Irám. Mas o do Reino Unido é dum cinismo homicida.
E ainda algum gay ousa dizer que há que alinhar-se com Irám? Para lhe fazer outing.

28 março 2007

Desiludido



Sim, fiquei desiludido. André Boisclair era a minha esperança de ver por primeira vez um presidente de governo abertamente gay e independentista no Quebec. Infelizmente, nem é o primeiro presidente de governo de Quebec abertamente gay e independentista. De facto, as eleiçons nom puderom ser muito piores para ele. Passou o Bloco Quebequês a ser a terceira força política e só tirou 36 de 125 escanos. A independência do Quebec está agora um pouco mais longe. Mas nom tanto como proclamam os média espanhóis. Agora que perde o BQ é porque os quebequeses nom querem a independência, como afirma num titular o inefável jornal progre "El País". Quer isso dizer que quando ganhavam a queriam? Entom por quê nom o diziam os média espanhóis e andavam a tentar disfarçar a clara aposta pola soberania dos quebequeses? Ups, estou-me a ir do tema do blog.

sim, sim, Polónia umha outra vez


A última do infame governo que têm os polacos. Nom contentos com tentar expulsar os docentes gays das escolas e de todo aquel que exerça a liberdade de expressom sobre o tema da "gayice", agora um "Defesor dos Direitos dos Nenos" tivo a brilhante ocorrência de que há que fazer umha lista de profissons que os gays nom poderiam exercer.
Esperemos que só fique nisso: na última estupidez saída do âmbito do governo polaco.

A homofobia caribenha


Nom, esta vez nom vou falar dos cantantes jamaicanos. Esta vez, sem mover-nos do Caribe, vou falar de cantantes dos territórios de ultramar franceses de Guadalupe e da Martinica. Falo de Admiral T e Liutenant que se fam um grande nome no mundo da música com agressivas letras antigays.


Admiral T, da Guadalupe, tem umha cançomzinha chamada "Makoumé" ("maricom" no creoulo local) na que declara o seu ódio contra os gays e invita a queimá-los como se forem cigarrilhos. Ele declara que veu "para queimar os gays andam arredor das muralhas" e que eles "vam sofrer, sofrer; e vam ser gaseados, gaseados". Delicioso, n'é? Ainda mais, aconselha aos seus ouvintes que "em troca de disparar contra o teu irmám, apunta cara a eles".

Quanto ao Liutenan, o verám passado, ofreceu belas jóias poéticas ao cantar num festival cousas como "Mato gays" ou "Nom há nada que esperar de Europa; ali nom há nada salvo gays".

Nota de esperança: Admiral T. na web da sua companhia discográfica em Dezembro de 2006 di (ou o seu representante) que ele está pola tolerância de todas as raças, credos, ideologias e que nunca discriminou contra os gays. E o seu produtor musical di que já parou de produzir o material antigay que o fez famoso.

18 março 2007

Novas de Europa


Polónia, sempre fértil em novas gays, tem sobre a mesa umha proposta do ministro de educaçom, o infame Roman Gyertich. A proposta consiste em fazer umha purga nos quadros de mestres e ensinantes do sistema educativo gays. Também cairiam sob a acçom punitiva de Gyertich os que promovam a homossexualidade, seja o que for o que quer dizer isso de promover a homossexualidade.

Pola sua parte, o Parlamento Europeu decidiu falar sobre o assunto da proposta de lei nigeriana que pretende penalizar qualquer indício de gayice no país. Por 61 contra 24 foi aprovada a resoluçom B6-105 no que entre outras cousas se chama a parar a aprovaçom da lei nigeriana que penaliza nom só qualquer vinculaçom com a celebraçom de casamentos centre gentes do mesmo sexo senom também qualquer tipo de advogacia em favor dos direitos LGBT.

10 março 2007

Mau futuro para os bairros gays?

Os primeiros bairros gays estabelecerom-se nos Estados Unidos, especialemente em Nova Iorque e Sam Francisco, primeiro como refúgio onde um podia ser gay sem ser lapidado, e depois, perante a pandémia do SIDA como refúgio face a agressividade e temor das populaçons circumdantes. A SIDA, enquanto dizimou os bairros gays, paradoxalmente afortalou o seu sentido comunitário.

Hoje estamos assistindo ao fenómeno contrário. Umha vez estabelecidos os bairros gays -- geralmente em zonas céntricas degradadas--, e arranjados, limpados e dotados dumha nova vida mais ou menos vibrante, estes começam a ser objecto da especulaçom urbanística. Os agentes imobiliários compram casas, prédios e terrenos, e começam a aparecer os novos habitantes dos nossos bairros: as famílias heterossexuais... e o panorama humano vai mudando. E os nossos bairros começam a desaparecer, aos poucos.
Para alguns, que desapareçam nom é mais que um sintoma da nossa vitória. Estamos cada vez melhor integrados e aceites na populaçom geral e assim a gente já nom tem medo de viver entre gays. Nom devemos ter saudades desses bairros que nom nascerom senom como ghettos nos que se nos permitiu viver. Para outros, porém, a desapariçom dos bairros gays falam nom tanto da nossa vitória quanto da nossa capacidade para transformar o invivível nalgo belo e desejável, enquanto as nossas vidas seguem a sofrer a homofobia mais ou menos intensa da sociedade.
O que si parece certo é que quando os bairros se vam heterossexualizando a segurança dos gays começa a pôr-se em perigo. Nom é que os novos habitantes heteros batam nos gays. Claro que nom é assim. Mas o que sim acontece é que as redes gays vam-se debilitando já que os gays e os seus locais desaparecem desses bairros ante a impossibilidade de poder pagar os alugueres cada vez mais altos que se pedem nestes bairros. Menos locais, menos gays, traduze-se em menos densidade das redes gays, e portanto em menor segurança para os gays que, mália a melhor aceptaçom social, nom deixamos de ser objecto para toda caste de macarras, pimbalhons e marulos que querem sentir-se bem com eles mesmos e esquecer o seu fracasso social batendo nuns maricalhos.

Manifestaçom em Itália pro lei de parelhas de facto


Hoje milhons de italianos manifestarom-se me Roma a favor da lei de parelhas de facto italiana, que está a ser estudada por um comité parlamentário. A manifestaçom fez-se polo temor a que a lei seja a vítima das manobras do Primeiro Ministro Prodi para manter o seu governo e a sua maioria no parlamento, maioria nom mui estável já que depende de parlamentários e ainda ministros democrata-cristáns que, seguindo a ordens do Vaticano na tradicional ingerência deste estado ali onde pode, afirmam que vam atirar abaixo a lei.
Lembremos mais umha vez que os que ali se negam a umha lei tam tímida som os mesmos que nos diziam que o único problema era que as union legais entre pessoas do mesmo sexo se chamasse matrimónio, insinuando que o problema era a nossa intolerância com o nome. Pois nom. Mais umha vez vemos que o problema é reconhecer-nos qualquer direito por pequeno que for.

16 fevereiro 2007

Dos USA

Lembram que há uns meses falávamos da saída forçada do armário do Pte. da Associaçom Nacional de Evangélicos de USA, Ted Haggard. Bem, trás três semanas de intensa terapia espiritual, segundo um portavoz da sua mega-igreja, já está curado. Deve ser a curaçom mais rápida dum maricom que nunca existiu. Como é óbvio, tam rápida conversom sexual nom fez mais que produzir riso, sarcasmos e todo tipo de comentários ridiculizantes dos bloggers gays de USA. Ah, o nosso pastor Ted Haggard comprometeu-se contractualmente a nom seguir pastoreando a sua igreja, a abandonar a cidade onde está esta, e, por suposto, recibirá umha substanciosa remuneraçom por o fazer. Dito doutra maneira, querem se desfazer dele para que outro excesso de sexualidade de Ted Haggard nom os deixe denovo numha situaçom embaraçosa.

Mais umha outra. O baloncestista da NBA Tim Hardaway ousou dizer o que pensava sobre os gays: que os odeia e nom os quer ter ao redor. As declaraçons constrastavam com as positivas e respeitosas de David Stern, o comissionado da NBA, sobre o livro do jogador Amaechi, no que este saía do armário. Como consequência das declaraçons de ódio de Hardaway, este foi suspendido de toda participaçom na 'NBA-All Stars'. Perfeito. Bom sintoma de que a sociedade começa nom ver bem este tipo de declaraçons e de que puni-las é aceitável.

Nigeria


Apesar das notícias dadas por Human Wrights Watch e algumhas organizaçons nigerianas, infelizmente a proposta legislativa de repressom da gente e movimento LGBT continua o seu avanço no parlamento nigeriano de maneira que, com probabilidade alta, estará aprovada antes das vindoiras eleiçons presidenciais nigerianas... com a abençom, claro é, do agressivamente homófobo arcebispo anglicano de Nigéria Peter Akinola.

09 fevereiro 2007

Mais de Itália

Já saíu a proposta de lei do governo italiano sobre a legislaçom que dará cobertura às parelhas gays. Como comentava no último post, isto nom é nem matrimónio, nem lei de unions civis, nem nada semelhante. É umha trapalhada. É umha burda imitaçom dumha lei de unions civis como as que existem nalguns países de Europa. E para que fique bem claro, nom é umha lei que recolha umha forma estável de parelha gay. Nom há que deixar que o confundam com algo asssim com um matrimónio gay, ou um matrimón gay B, como bem aclarou a ministra de família Rosy Bindi. É umha forma de relaçom legal à que podem acolher-se quaisquer que tenham umha relaçom afectiva estável nom necessariamete sexual. Lembra ao que tentava colar-nos o PP.

Este contrato entre duas partes oferece umha série de vantagens, ainda que nom imediatamente, senom graduadas segundo o tempo de duraçom da relaçom. Companhia nas hospitalizaçons ou visitas no cárceres som imediatas. Para os efeitos económicos e patrimoniais, porém, haverá que esperar entre três e nove anos. Para herdar-se entre si terám que esperar nove (9!!!!!!) anos de convivência. Com três anos de convivência, poderá-se herdar o aluguer, a asistência sanitária ou reagrupaçom por questons laborais.

Se esta lei é mais bem lixo, ainda a cousa pode ser pior, porque, segundo o governo, a lei poderá ser melhorada no Parlamento pola boa disposiçom com a que recolherám qualquer iniciativa para reformá-la. Como a lei foi proposta polo bloco de centro esquerda e a oposiçom é de direita e extrema-direita, podemos imaginar em que sentido vai ser reformada. Todo isto sem ter em conta que o ministro de Justiça estivo ausente da reuniom do governo para nom pecar votando esta lei.

É realmente impresentável a esta altura do progresso na UE e fora dela em questons LGBT andar com semelhante falsificaçom de leis de reconhecimento das unions gays. Imagino que ainda crerá esse governo que é progressista e, francamente, esta lei o situa no âmbito da reacçom em assuntos de direitos LGTB.

04 fevereiro 2007

E seguimos con Italia

Com a chegada da esquerda ao governo, alguns ingénuos cremos que, se bem talvez o matrimónio fosse muito para um país que tem no meio os quarteis gerais da ICR, seria este a altura para a Itália sair da dúbia honra de ser um dos países da velha UE sem lei que garanta as unións gays e estabelecer umha lei de unions civis.

Infelizmente, o projecto de lei do actual governo italiano, e ante os irados protestos da ICR, tem pouco a ver com umha lei de unions civis e, ainda menos, com um matrimónio. A lei consiste em que aquelas parelhas que levem convivendo mais de cinco anos podem registar, se compreendo bem a lei de maneira privada, e essa uniom teria efeitos no caso de alojamento e de beneficiar-se do sistema público de saúde, mas provavelmente nom das pensions. Todo isto a mais com o já anunciado voto contrário no parlamento do Ministro de Justiça, um católico convencidíssimo que segue as consignas vaticanas. E depois dizian que o problema da lei espanhola estava no uso do termo "matrimónio", que se nom, nom haveria tanto problema por parte da ICR.

O que, mais umha vez, nom compreendo é o papel do Presidente da República, o suposto progressista Giorgio Napolitano, chamando a fazer a lei tendo em conta a sensibilíssima epiderme da ICR, a nom molestá-la. Está bem que Napolitano quera ser presidente de todos os italianos, incluindo os católicos. Mas é também claro que para sê-lo nom hesita em nom sê-lo dos cidadáns LGBT italianos.

31 janeiro 2007

Novas

Primeiro, umha de vitória: Tony Blair afinal, para consternaçom da ICR de Inglaterra e Gales, nom fai excepçons na ley de igualdade de bens e serviços. As agências de adopçom católicas nom podem discriminar por ser gays os adoptantes.

Segundo, umha sobre o exasperantemente idiota que pode ser a condiçom humana, neste caso demostrado polo Presidente do Concelho de Moscova, Y. Luzhkov, que afirmou que a marcha do Orgulho Gay era satánica. Por isso a proibiu e, ameaça, continuará a o fazer. Por suposto, saiu a reforçá-lo a Igreja Ortodoxa Russa.

Terceiro, outra de vitória, ainda que podia ser mehor. Já se registou em Israel (em Jerusalém) o primeiro matrimónio gay. Nom é que em Israel haja matrimónio gay, senom que o Estado de Israel reconhece os matrimónios civis realizados no estrangeiro e, segundo os tribunais israelitas, este estende-se aos matrimónios do mesmo sexo.

Quarto, algo ridículo. O Pentágono tinha intençons de desenvolver, ainda que fracassou, um arma que consistiria num spray que convertiria os soldados inimigos em gays. Nom acabo de compreender onde residiria o potencial daninho para o inimigo: na perplexidade súbita que embargaria os soldados ante a sua nova identidade sexual e que os impediria combater, em que todos ficariam presos dum anseioso e irreprimível desejo de foder, ou em quê. Afinal, porém, nom conseguirom o spray sonhado por muitos gays para converter com ele os seus mais anseiados heteros, e tiverom que conformar-se com os raios esses que queimam.

25 janeiro 2007

God Hates Fags

Posta ao dia: Com efeito, já se descobriu que era todo umha montagem. O nosso "pastor" resulta ser um actor de Texas. Com que motivo fez a cantiga e toda a montagem? Ninguém o sabe.
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Assim como o ledes. Esse é o coro da cançom que nos apresenta Donnie Davis. O vídeo tem toques tam maris que, como se dizia em Pam's House Blend, um nom sabe se é paródia ou é em sério. O gajo que a canta afirma ser pastor, e gay reformado. Reformado nom porque adira às crenças da Reforma, senom porque como gay já está reformado, seja o que for o que isto quiger dizer. Eis o vídeo, e debaixo a letra para que podades acompanhar a Donnie cantando, que é umha transcriçom de Sinfonian de Blast off!!!


Mmmm ... yeah, yeah

Give me strength to fight temptation
Lord, lead me to your salvation
The Bible says as plain as day
With a man you shall not lay

Lord, you are my strength
Fill me with your love
Help me fight these feelings
Help me rise above

Lord, help them hear me and make clear my voice
'Cause being gay is nothing but a choice

CHORUS
God hates a fag
God hates fags
God hates fags
So if you're a fag, He hates you, too

Read the Bible and you'll be sure
To enter heaven, there's no back door
Righteous man, get on your knees
There lies no virtue in sodomy

Lord you are my shield
Sustain me through the fight
A shelter from the urges
And help me see the light

You filthy sinners should just let me be
'Cause Jesus my savior's the only man for me

REPEAT CHORUS

Lord, you are my strength
Fill me with your love
Help me fight these feelings
Help me rise above

Lord, help them hear me and make clear my voice
'Cause being gay is nothing but a choice

REPEAT CHORUS

24 janeiro 2007

Interquinências na Equality Law inglesa


Em Abril entrará em funcionamento a 2006 Equality Act em Inglaterra e Gales pola qual nom se poderá discriminar no ofrecimento de bens e serviços por orientaçom sexual. Dito doutra maneira, se um vai a um hotel com o seu casal nom podem recusar dar habitaçom simplesmente por ser umha parelha gay. Até aqui todo bem.

O problema está em que a Igreja Católica Romana tem várias agências de adopçom de meninhos e, segundo essa lei, nom poderia negar o serviço de adopçom a umha parelha gay. Obviamente, a conhecida associaçom religiosa é, como bem tivemos ocasom de observar aqui, homófoba e nom quer que se lhe aplique essa lei.

Ora, a ministra a quem compite o assunto da igualdade resulta ser Ruth Kelly, conhecida piedosíssima membro da organizaçom Opus Dei. A senhora ministra, sensível às demandas da sua associaçom religiosa, leva fazendo lobbying com o Primeiro Ministro de maneira discreta para que se exceptue a sua associaçom religiosa, a mentada "Igreja Católica Romana". Parece que o seu trabalho de lobbying estava a ser frutífero e o PM Blair estava a inclinar-se ao seu favor, em quem também influiu a sua catolicíssima mulher Cherie. Mas os fados som imprevisíveis, e o Lord Chanceler descobriu o assunto numhas declaraçons nas que deixava bem clara a sua oposiçom a rebaixar o alcanço da lei e a fazer excepçons. A cousa vai mais longe porque o intento da Senhora Kelly levantou a ira dos seus colegas do governo.

Como as cousas sempre se podem enlear ainda mais, o Cardenal Arcepispo da ICR de Inglaterra e Gales mandou umha carta a todos os ministros do governo británico na que demanda que se lhe outorgue capacidade de objecçom de consciência à sua associaçom religiosa para nom cumprir com a lei, ameaçando em caso de que nom for assim com fechar as agências católicas de adopçom. Obviamente, isto nom fez mais que fazer que as labaradas da ira dos ministros e grupos pro Equality Law se avivassem ainda mais. A ICR é acusada de actuaçom "sórdida" e de "chatagem" (concordo com ambas descricons), mentres já começam a pedir a dimissom de Ruth Kelly por incompatibilidade das suas crenças com a funçom que tem como ministra da "mulher e de igualdade". E assim estamos. A ver em quê acaba essa feira.

22 janeiro 2007

Nigéria: a pior


O poder legislativo nigeriano está estudando umha nova lei anti-gay. Inicialmente, tinha como objectivo impedir os matrimónios gays. Na realidade, esta proposiçom de lei apoiada polo Presidente do país, é umha das leis mas repressoras contra a populaçom LGBT que há no mundo, se exceptuamos a dos países mussulmanos que condenam os gays com pena de morte, aplicada também en Nigéria nos estados mussulmanos do Norte do país. A lei espera-se que seja adoptada o mês vindoiro.

Esta lei, a mais de proibir os matrimónios entre gentes do mesmo sexo, declara ilegal ser membro dum grupo gay, assistir a um acto de protesto gay, advogar pola igualdade dos gays, doar dinheiro a organizaçons gays, albergar ou visitar umha web gay, a publicaçom ou posse de literatura sobre sexo seguro gay, alugar ou vender propriedades a umha parelha gay, expressons de amor entre pessoas do mesmo sexo em cartas privadas ou emails, assistir a casamentos ou cerimónias de abençom de parelhas gay, exibir ou ver filmes gays, tomar ou possuir fotos dum casal gay, e vender, comprar ou emprestar livros ou vídeos gays.

Toda esta legislaçom alarga a legislaçom repressiva e punitiva contra os LGTB, que até agora consistia em pena de morte nos estados mussulmanos e 14 anos de cárcere no resto do país.

A nova legislaçom está sendo suportada polo Infame Peter Akinola, o arcebispo anglicano de Nigéria, que na actualidade promove o cisma na comunhom anglicana devido a que nom gosta de bispos gays como o de New Hampshire (USA) ou mulheres no clero anglicano, e muito menos ainda se forem bispas ou tiverem poder na Igreja Anglicana, como é o caso da Presidenta da Igreja Episcopal Norte-Americana, que é umha mulher, a Rvda. Katherine J. Schori. Por certo, a mui desvergonhada apoia ao maricom do Reverendíssimo Bispo Robinson de New Hampshire.

Ediçom: Segundo a organizaçom de direitos humanos Human Rights Watch, por informaçom chegada de activistas gays nigerianos, a lei pode acabar no olvido dado que estám próximas as eleiçons presidenciais. E com a substituiçom do Presidente, e o paro na actividade legislativa, a lei que nom chegue a nada, a nom ser, indicam, que desde o estrangeiro se emperrem em lembrar-lhes a lei com campanhas contra ela (????).

21 janeiro 2007

A nova UE


Com a inclusom de Bulgária e a Romênia a configuraçom política da UE e, sobretodo, do Parlamento Europeu sofre umha importante transformaçom. Infelizmente a EU vai-se-nos para a direita, e bem para a direita, e isso, como sabemos, nom som boas notícias para os gays.

Para começar, a incorporaçom deste países permite o estabelecimento no P.E. dum grupo parlamentar de extrema-direita mercê às aportaçons do búlgaro Ataka e do romeno Romania Mare. Para fazermo-nos umha ideia de quem som estes gajos lembremos que o líder de Ataka, Volen Siderov, pediu em Fevreiro a pena de morte para os homossexuais. O líder de Romania Mare lançou o ano passado a seguinte jóia: "Os homossexuais som umha aberraçom da natureza, e é melhor que nom embrulhem comigo porque se nom vou empalá-los com estacas de pau e vam gostar".

Todo isto nom vem mellhorado polo facto de Josep Borrell ser substituído por Hans-Gert Pöttering, um católico conservardorzíssimo da CDU alemá. Os que lembrem o caso Buttiglione (o ministro berlusconiano homófobo e missógino rejeitado polo P.E. como comissário de Justiça da Comissom Europeia) saibam que o Senhor Pöttering foi um firme defesor de Buttiglione.