
Afina celebrou-se o Orgulho Gay em Jerusalém. "Celebrar", neste caso, uso-a a falta de algo melhor que expresse a frustraçom e a exasperaçom de que seja considerado como provocaçom o direito à manifestar as nossas opinions, a manifestar e celebrar-os a nós mesmos.
Um pode celebrar um desfile do Orgulho Gay em Tel Aviv e nom se passa nada. Mas quando chegamos à Jerusalém... oh, entom estamos numha cidade santa na que os piedosíssimos que ali moram consideram um sacrilégio a realizaçom do que eles consideram a "marcha da abominaçom". Para impedir que os abomináveis cometam essa marcha da abominaçom unem-se as religions irreconciliáveis desde há 2000 anos e os jovens
haredim (piedosíssimos em roupa negra) comportanse como jarraitxus em
kale borroka e prendem lumem aos contentores de lixo ocupando as ruas, mentres guindam pedras contra a polícia.
O concelho de Jerusalém, chocado polo clima social, proíbe o desfile e concentra numa zona marginada da cidade (na zona universitária) os actos do Orgulho Gay, entrementres aqueles que se negarom a prescindir do seu direito a manifestar-se som arrestados pola polícia.
Impresentável!!!! Sobretodo porque a zona realmente sagrada é a cidade velha de Jerusalém, nom a zona contemporánea na que ia se celebrar o desfile. Ninguém pensara em entrar na Esplanada das Mesquitas nem na do Muro das Lamentaçons.
P.D.- Agora deveríamos seguir a provar a tolerância e tentar fazer marchas do "orgulho gay" na Cidade do Vaticano e na Mecca. Deixariam-nos sequer fazer umha concentraçom discreta?