06 setembro 2006

Agora Ghana!

Agora é Ghana.

O governo de Ghana proibe umha conferência gay e lesbiana que ia ter lugar a semana vindoira por medo a que anime à homossexualidade e mine a cultura e moralidade do país africano ocidental.

"Os Ghanianos som um povo único cuja cultura, moralidade e herança aborrecem totalmente as práticas homossexuais e lésbicas e decerto qualquer outra forma de actos sexuais ánti-naturais", dixo o ministro de Informaçom Kwamena Bartels numhas declaraçons. Para o ministro, "apoiar tal conferência ou ainda permiti-la é animar essa tendência proibida pola lei".

Infelizmente, Ghana nom é um caso estranho no âmbito africano. A homossexualidade em muitos países africanos considera-se umha doença, umha maldiçom ou o resultado da bruxaria. Com frequência é tratada como ánti-africana e alheia a essa tradiçom, como se a homossexualidade fosse levada a esse continente polos europeus e, por tanto, em certa maneir fosse um comportamento sexual sintoma de colonizaçom cultural.

Com a desculpa e o alibi de ser umha prática alheia a África têm-se cometido todo tipo de agressons homófobas como os assassinatos cometidos pola guarda de corps da Winnie Mandela, como se a homossexualidade fosse umha prática habitual, tradicional e permitida culturalmente polas sociedade europeias que a levariam consigo como forma de colonizaçom cultural.

Igualmente, fazendo analogias entre homossexualidade e colonizaçom, pode-se ouvir a alguns dos nossos mais preclaros dirigentes comunistas patrióticos (e nom, nom me refiro à U) dizer que a homossexualidade em Africa, o mesmo que no resto do Terceiro Mundo, seria umha tragédia para essas sociedades, seria um genocídio. Um genocídio em países sem controlo da natalidade? A tragédia som as altas taxas de crescimento demográfico que têm que impedem a viabilidade de qualquer crescimento económico. Que rançosos e que reaças podem ser os nossos ánti-imperialistas!

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