25 setembro 2006

Dous pais

Pois... isto em Holanda... Educativo, n'é?

24 setembro 2006

Religiom pagada polo Estado?

Eu sou um firme e sólido partidário da liberdade religiosa e de conciência. Parece-me absurdo, quando nom danino para a liberdade dos indivíduos, que os Estados se entrometam nas consciências dos seus cidadaos e estrangeiros residentes no seu território. Também sou muito céptico, por nom dizer claramente oposto, às legislaçons que tentam dividir as religions entre religions boas e religions más, porque o habitual é que as religions consideradas polo Estado más som aquelas que coincidem com a visom estigmatizadora da sociedade, visom que carece, quase sempre, de alicerces objectivos, sendo umha pura manifestaçom dos preconceitos religiosos das sociedades. Assim, por exemplo, as Testemunhas de Jeová na França som considerados umha seita e, por isso, estám sujeitos a toda umha série de restriçons legais às que nom estám sujeitos nem católicos nem mussulmanos. É que as Testemunhas de Jeová nalgum país histórica ou actualmente forçaram legislaçons contra as demais comunidades religiosas? Nom, mas os católicos e os mussulmanos sim. É que espalharam a sua fé por meio da espada? Ao contrário que católicos e mussulmanos, ele nunca o figérom. Entom em quê consiste a maldade que faz que os tratem de seita? Que as suas crenças som mais irracionais que as de católicos e mussulmanos? Realmente parecem-me igual de irracionais. Que som como chumbos andando de casa em casa? Ou é porque nom comem filhoas de sangue?

Ora, sendo como sou um firme partidário da liberdade religiosa e de crer e expressar as crenças, ainda das mais esquisitas; sendo como sou um firme partidário da nom intromissom do Estado nas cousas que competem às religions, também sou um firme partidário de que, quando as religions decidem receber dinheiro do Estado democrático, estas estám a renunciar à sua independência, porque o Estado democrático nom pode renunciar à sua botando pola janela abaixo os seus princípios de nom discriminaçom e de protecçom das minorias.... e ainda menos quando ele é o que paga.

O Estado democrático nom pode subsidiar a discriminaçom em questons laborais: nom pode permitir que com o seu dinheiro estejam a ser pagos postos de trabalho nos que se impede o acesso a mulheres ou homossexuais, nom pode permitir que com o seu dinheiro se espalhem valores anticonstitucionais como a discriminaçom por motivos de raça, confissom, género ou orientaçom sexual. O Estado democrático tem o dever de velar polo uso que se faz do seu dinheiro e que com este nom se viole e se espalhe o desrespeito polos direitos humanos e cívicos.

Alguém imagina o Estado Espanhol (y olé) subsidiando umha organizaçom política ou cultural na que se proiba a entrada a todo aquele que nom seja catalám? Teríamos os RguezIbarras ouveando contra semelhante atentado à constituiçom (a do 98, claro). Imagina alguém o Reino Bourbónico a subsidiar umha organizaçom que impedisse chegar a certos postos organizativos ou de trabalho a todos aqueles que fossem pretos, ciganos (os grandes esquecidos), ou murcianos? Suspeito que nom só nom a subsidiariam senom que seria objecto dumha denuncia.

Ora bem, quando tocamos o assunto da religiom as cousas que tam claras estám noutros âmbitos tornam-se de contornos esvaídos, cobertas por um denso nevoeiro, que permite fazer com o dinheiro público qualquer caste de tropelia: nom admitir mulheres nos seus quadros organizativos, ainda que o dinheiro com que se paga esses quadros procedam em boa parte do Estado que sustém a nom discriminaçom por questom de género, agora banir os gays do acesso à estrutura dominante dessas religions, o que também é nom admissível desde umha lógica democrática, por mais que um pense que a esses gays aos que impedem o acesso estám a lhes fazer involuntariamente um favor.

Esta situaçom nom faz nengum sentido desde umha lógica democrática. O Estado nom deveria permitir que com o seu dinheiro (o nosso dinheiro realmente) se perpetuem as lógicas da exclussom. Se as organizaços religiosas querem seguir mantendo lógicas contraditórias com os direitos humanos e os direitos cívicos dos seus membros (e estes lho consentem) entom deveriam excluir-se eles próprios dos subsídios do Estado, e se eles nom se excluem, deve ser o Estado democrático o que os exclua dos seus subsídios até que realinhem os seus valores e comportamentos com os deste.

23 setembro 2006

Em Letónia aprovase lei anti-discriminatória

Letónia tem sido notícia polos seus dias "do Orgulho gay" conflituosos, ou, para ser mais exactos, violentos contra os gays, na que a gente LGBT tivo pouca o nengumha protecçom das autoridades. Mas nesta ocasiom Letónia é notícia por aprovar umha lei que proíbe e pune a discriminaçom no trabalho por motivos de orientaçom sexual. A lei já fora posta a votaçom em Junho, sendo derrotada.

Outro concerto cancelado

Outra vitória mais dos bloggeiros LGBT pretos norte-americanos: o concerto que ia dar o gajo da foto, o cantante de reggae Buju Banton o dia 3 em Los Angeles, foi cancelado pola pressom destes bloggeiros.

Nom é a primeira vez que isto acontece. Lembremos a cancelaçom dos Beenie Man e de TOK, que iam tocar num festival para arrecadar fundos contra a SIDA, também pola acçom dos bloggeiros LGBT pretos.

A razom para pressionar para que o concerto de Buju Banton fosse cancelado é a mesma que no caso de Beenie Man (algumha de cujas letras pugem aqui): a homofobia agressiva que o leva a instigar com as suas cançons a disparar os LGBT.

16 setembro 2006

Bodas entre iguais

Aqui estám: os dous militares do exército espanhol do ar casando com uniforme de gala. Sorte! Trabalhando onde trabalham vam necessitá-la.

Nom é que noutras profissons a cousa vaia melhor. Lembremos o futebolista ao que, descoberto que era gay, "fans" e companheiros figérom a vida impossível até que deixou o futebol e acabou suicidando-se.

Nom é por acaso que um dos âmbitos no que os gays som mais reácios a sair do armário é o trabalho. Temem polos seus empregos, polo âmbiente laboral que pode tornar-se hostil...

Em qualquer caso, parabéns polo casamento... e pola valentia.

13 setembro 2006

Discriminaçom juvenil


Um novo relatório vai ser apresentado no Parlamento Europeu na 4ª f. com o apoio de Sophie intl Veld e Proinsias De Rossa , membros do Parlamento Europeu. O informe titula-se "A exclusom social de jovens lesbianas, gays, bisexuais e trasngênero em Europa", encomendado conjuntamente pola ILGA-Europe e a IGLYO.

No trabalho figerom parte uns 700 rapazes e raparigas de 37 países. O inquérito, que trata a discriminaçom que sofrem os jovens LGBT, deu como resultado que o 61% experimentárom discriminaçom e exclusom na escola, mentres o 51% dixérom ser discriminados na família.

Nada disto é realmente novo. Mália as políticas feitas por muitos dos estados membros da UE que tinham como objectivo reduzir a exclusom social desde a Estatégia de Lisboa de 2000, no que atinge ao âmbito LGBT pouca atençom se deu à exclusom padecida por estes colectivos. Daí que muitos jovens LGBT se integrem com dificuldade e experimentem marginalizaçom nom só social, senom também no âmbito da integraçom no mercado laboral, na educaçom... devido a que muitos deles nom dam rematado os estudos pola violência e o acoso ao que estám submetidos nas escolas, o que, como consequência, dificulta a sua localizaçom social.

09 setembro 2006

Canadá, B-16 e o cansativo que é falar dele


Reconheço que poucas cousas me som tam cansativas como falar de B-16. Sim, refiro-me ao Papa católico Ratzinger. Cansativo porque o home nom cala, e, mália a sua fama merecida de intelectual, nom está a ser nada criativo nos seus sermons e recomendaçons pastorais. Mais umha vez (e quantas vam já?) o seu líder espiritual flageloui-nos com a sua velha e aborrecida parola contrária a umha sociedade livre e pro teocracia disfarçada. Felizmente, como nom estamos em Irám, nom pode chamar aos estudantes a denunciar e pedir o despedimento dos professores "progres" e laicos, ainda que estou seguro que saudades têm. Mas, como digo, nom estamos em Irám, e Canadá está longe espiritualmente da hierocracia iraniana.

Ainda assim, B-16 hoje emprendeu-na contra a legislaçom canadiana sobre o aborto e sobre o matrimónio de gentes do mesmo sexo, criticando que no nome da "tolerância" houvesse que redefinir o matrimónio, e que no nome da "liberdade de eleiçom" se destrua diariamente os meninos nom nascidos (bom oxímoron!), banindo a Deus da esfera pública

De passagem, laiou-se de que os políticos católicos cedam dia sim e dia também às "efêmeras tendências sociais" e às "exigências espúreas dos inquéritos de opiniom", o que supom umha mostra do alto apreço que tem pola opiniom pública.

Como dizia ao começo, é muito cansativo, n'é? Para relaxar as nossas mentes, muito melho ler notícias como a dos dous espontáneos amantes públicos em Ekaterimburgo que acabarom as suas efusons amorosas públicas com umhas felaçons ante a divertida e tolerante olhada dos seus vizinhos. Bem polos ekaterimburgueses!

06 setembro 2006

Agora Ghana!

Agora é Ghana.

O governo de Ghana proibe umha conferência gay e lesbiana que ia ter lugar a semana vindoira por medo a que anime à homossexualidade e mine a cultura e moralidade do país africano ocidental.

"Os Ghanianos som um povo único cuja cultura, moralidade e herança aborrecem totalmente as práticas homossexuais e lésbicas e decerto qualquer outra forma de actos sexuais ánti-naturais", dixo o ministro de Informaçom Kwamena Bartels numhas declaraçons. Para o ministro, "apoiar tal conferência ou ainda permiti-la é animar essa tendência proibida pola lei".

Infelizmente, Ghana nom é um caso estranho no âmbito africano. A homossexualidade em muitos países africanos considera-se umha doença, umha maldiçom ou o resultado da bruxaria. Com frequência é tratada como ánti-africana e alheia a essa tradiçom, como se a homossexualidade fosse levada a esse continente polos europeus e, por tanto, em certa maneir fosse um comportamento sexual sintoma de colonizaçom cultural.

Com a desculpa e o alibi de ser umha prática alheia a África têm-se cometido todo tipo de agressons homófobas como os assassinatos cometidos pola guarda de corps da Winnie Mandela, como se a homossexualidade fosse umha prática habitual, tradicional e permitida culturalmente polas sociedade europeias que a levariam consigo como forma de colonizaçom cultural.

Igualmente, fazendo analogias entre homossexualidade e colonizaçom, pode-se ouvir a alguns dos nossos mais preclaros dirigentes comunistas patrióticos (e nom, nom me refiro à U) dizer que a homossexualidade em Africa, o mesmo que no resto do Terceiro Mundo, seria umha tragédia para essas sociedades, seria um genocídio. Um genocídio em países sem controlo da natalidade? A tragédia som as altas taxas de crescimento demográfico que têm que impedem a viabilidade de qualquer crescimento económico. Que rançosos e que reaças podem ser os nossos ánti-imperialistas!

02 setembro 2006

Travolta



Esta é a foto que desde há uns dias anda por todos os blogs gays norte-americanos. A foto apareceu no último número do tabloide norte-americano National Enquirer. Deixo à suas imaginaçons a interpretaçom da foto.

01 setembro 2006

Homofobia em Polónia?


Sim, sim, este é um dos gémeus que governam Polónia. Este é Jaroslaw, o Primeiro Ministro. Depois de ver como em Polónia se proibiam as marchas do Orgulho Gay (como a de Varsóvia sendo alcalde o seu irmao, o actual Presidente da República), como os seus participantes som agredidos por jovens machíssimos das organizaçons juvenis dalgum dos seus aliados no governo, etc., vem dizer -- em resposta às preocupaçons expressadas pola UE-- que a homofobia polaca é um mito. Em Polónia há gays (como em todo lado!), revistas gays, locais gays, enfim umha vibrante vida gay que desmente, segundo o Jaroslaw, a acusaçom de homofobia e de tolerância com ela do governo polaco. Ainda há gays em prominentes posiçons politicas, segundo o PM Jaroslaw, ainda que esquece dizer que bem armarizados.

E já que estamos a falar, sabiam que Jaroslaw nunca casou e vive com a sua mai? :D