
O passado sábado pola noite, Carlos Calhom, presidente da Mesa pola Normalizaçom Lingüística, quando saía com o seu noivo dum local de ambiente, viu uns quantos polícias municipais a identificar uns quantos jovens. Nisso vai um dos polícias e bota pola sua boca: "Olho! som gays... O problema é que gostades do meu companheiro", após o qual Carlos Calhom pede-lhe ao génio homófobico que lhe amostre a placa de polícia.
A resposta é clássica: nom lhe amostra a placa, mas pola força o detêm introduzindo-o com más maneiras, e levam-no à comissaria. Sai dali, e o que fai Carlos Calhom é apresentar denúncia polo maus tratos apoiado num informe médico.
O concelheiro de Segurança Cidadá, Xosé Baqueiro (o da foto, sim), como é habitual, nega qualquer credibilidade ao agredido, converte a vítima em carrasco ao dizer publicamente que foi ele o que "increpou" aos agentes.
Nom é a primeira vez que a polícia municipal tem qualquer problema com os gays. Lembremos a mais que patética entrada no HS com más maneiras.
Felizmente o agredido foi Carlos Calhom. Felizmente, digo, porque é umha personagem conhecida pola sua posiçom na MNL, por ser um conhecido membro do BNG e da UPG, por ser (e isto é bem importante) um gay fora do armário desde há anos (mais de um/ha no BNG e UPG deveriam aprender do seu exemplo).
Se o agredido fosse um gay do montom, anónimo, assalariado numha empresa privada, armarizado por medo injustificado ou nom, teria que achantar e calar. Primeiro o comentário homófobico dessa polícia municipal santiaguesa, depois às más maneiras, e, afinal, a postura inombrável do nosso concelheiro de Segurança Cidadá... Mas má sorte para os polícias e para o senhor concelheiro. Baterom com o "maricom" erróneo, e este acontecimento nom vai passar discretamente e às acaladas.
Os meus parabéns ao Carlos Calhom.
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