29 julho 2006

Pior pagos e mais desempregados

Sempre estivo no ar o cliché de que os gays somos mais ricos, e com melhores trabalhos e mais poder adquisitivo que os nossos vizinhos nom gays. Um artigo na revista CentrePiece do Centre for Economic Performance mostra umha realidade bem diferente, quando menos no Reino Unido. Os gays que vivem em parelha som pagos um 6% menos que os nossos vizinhos heteros, e têm um 3% menos de possibilidades de ter um emprego.

Por contra, as lesbianas cobram um 11% mais que as mulheres heteros e têm um 12% mais possibilidades de estar empregadas, provavelemente porque, apesar de todas as legislaçons favoráveis, ser mai segue sendo um grave impedimento para o desenvolvimento laboral das mulheres.

Como nom podia menos de ser assim, as cousas ainda se podem pôr pior para os gays se estes têm mais de 40 anos (sim, existe vida gay depois dos 30!!!!!!!) ou se falamos do sector privado (existem os benéficos capitalistas?).

25 julho 2006

Mais umha outra vez com a polícia municipal de Compostela


O passado sábado pola noite, Carlos Calhom, presidente da Mesa pola Normalizaçom Lingüística, quando saía com o seu noivo dum local de ambiente, viu uns quantos polícias municipais a identificar uns quantos jovens. Nisso vai um dos polícias e bota pola sua boca: "Olho! som gays... O problema é que gostades do meu companheiro", após o qual Carlos Calhom pede-lhe ao génio homófobico que lhe amostre a placa de polícia.

A resposta é clássica: nom lhe amostra a placa, mas pola força o detêm introduzindo-o com más maneiras, e levam-no à comissaria. Sai dali, e o que fai Carlos Calhom é apresentar denúncia polo maus tratos apoiado num informe médico.

O concelheiro de Segurança Cidadá, Xosé Baqueiro (o da foto, sim), como é habitual, nega qualquer credibilidade ao agredido, converte a vítima em carrasco ao dizer publicamente que foi ele o que "increpou" aos agentes.

Nom é a primeira vez que a polícia municipal tem qualquer problema com os gays. Lembremos a mais que patética entrada no HS com más maneiras.

Felizmente o agredido foi Carlos Calhom. Felizmente, digo, porque é umha personagem conhecida pola sua posiçom na MNL, por ser um conhecido membro do BNG e da UPG, por ser (e isto é bem importante) um gay fora do armário desde há anos (mais de um/ha no BNG e UPG deveriam aprender do seu exemplo).

Se o agredido fosse um gay do montom, anónimo, assalariado numha empresa privada, armarizado por medo injustificado ou nom, teria que achantar e calar. Primeiro o comentário homófobico dessa polícia municipal santiaguesa, depois às más maneiras, e, afinal, a postura inombrável do nosso concelheiro de Segurança Cidadá... Mas má sorte para os polícias e para o senhor concelheiro. Baterom com o "maricom" erróneo, e este acontecimento nom vai passar discretamente e às acaladas.

Os meus parabéns ao Carlos Calhom.

21 julho 2006

Cabodano dos assassinados em Irám


O dia 19 foi o cabodano dos adolescentes gays assassinados no norte de Irám pola teocracia homófoba que ali governa com um julgamento-farsa. Com esse motivo, celebrarom-se concentraçons, manifestaçons e diversos actos acudindo ao apelo de organizaçons como OutRage em Paris, Londres, Toronto, Nova Iorque ou Washington para protestar contra esses acontecimentos e a possibilidade de que volvam a acontecer.

A foto é a da concentraçom em Moscova. Foto de GayRussia.ru

19 julho 2006

Em Riga nada de Orgulho Gay

Em Riga, mais umha vez, as autoridades negárom a licença para celebrar o Orgulho Gay. O motivo aduzido é o de sempre: que nom podem garantir a segurança dos manifestantes porque uns grupos extremistas ameaçaram com atacar os manifestantes.

A quê soa isto? A Moscova, a Polónia, a Lituánia... a escusa dos países "democráticos" da Europa do Leste, que seguem sem se inteirar que a UE é mais algo do que um clube que dá um certo prestígio internacional, que seguem sem compreender que o prestígio que dá pertencer à UE procede do simples facto de que esta Uniom tem fama (melhor ou pior ganhada) de respeito aos direitos humanos e cívicos, entre eles o de expressom e o de nom ser discriminado por razom de orientaçom sexual. A ver se se decatam já!

12 julho 2006

"Bun de chi chi man" ou a homofobia musical

Beanie Man, um conhecido cantante jamaicano de dancehall, tem umha bela cançom titulada "Han Up Deh", traduzida algo assim como "Colga-os". A quem há que pendurar? a resposta é clara pola letrinha da cançonzinha: "Hang chi chi gal wid a long piece of rope", dito em galego "Pendura às lesbianas com umha longa corda". Para acrescentar aos vossos vocabulários da homofobia: em Jamaica "chi chi" aponta à homossexualidade. Assim, "chi chi man" é um maricom, e umha "chi chi woman" ou "girl", umha bolhera.

TOK gravou umha cançom chamada "Chi chi man", um reggae no que se chama a queimar e matar os gays (os "chi chi man"). Um bocadinho da sua letra:

From dem a par inna chi chi man car
Blaze di fire mek we bun dem!!!! (Bun dem!!!!)
From dem a drink inna chi chi man bar
Blaze di fire mek we dun dem!!!! (Dun dem!!!!)


Se sabedes inglês, e repetides isto em alto já sabedes o que dize: que nos quer ver queimados.

Pois bem, LIFEBeat, umha organizaçom da indústria da música que foca o seu trabalho no SIDA/HIV, organiza este ano um concerto para arrecadar fundos para o SIDA/VIH e chamar mais umha vez a atençom sobre este problema sanitário. Adivinhade quem estám no programa do concerto. Sim, sim: o TOK e Beanie Man.

O assunto alcança tal escândalo que os bloggers LGBT norte-americanos estám denunciando unidos este feito. Mais umha vez, alguém pode imaginar um concerto assim com grupos supremacistas brancos com letras que chamam a matar pretos ou com grupos nazis cantando cançons que fam o mesmo com os judeus? Por suposto que nom. Ninguém os chamaria. A ninguém se lhes passaria pola cabeça tal estúpida ideia. Mas, dalgum jeito, quando se trata de gays e de homofobia podem chamar a cantantes que incitam ao assassinato dos gays e ainda justificam a sua inclusom num concerto.


05 julho 2006

Deus os da e eles se amontoam!


Decididamente, nada une mais que a homofobia. Deveriam premiar-nos por fazer que duas religions que historicamente estiveram em constante tensom (sendo eufemísticos na expressom) se unam contra a gente LGBT. O Rabi Shlomo Amar enviou-lhe umha carta ao Papa, ex-Juventudes Hitlerianas, para que se una a ele na luita contra a celebraçom em Jerusalem do Orgulho Gay Internacional.

Tam ou mais emotivo ainda, é ver como se unem no Parlamente israeli os partidos religiosos judeus e os árabes para denunciar e tentar impedir a abominaçom e imundícia que se vai apoderar de Jerusalém no vindoiro Agosto.

Deus os dá e eles se amontoam!

Ah, e a foto é de Peter Thatchell de "Outrage London" no EuroPride deste ano.

01 julho 2006