03 junho 2006

Outra vez a emenda à constituiçom americana (do Norte)

Cada vez que Bush e o Partido Republicano norte-americano tem problemas e quer reactivar a sua base acode a nós, os gays. Nom obviamente para que o aconselhemos, ainda que alguns dos seus conselheiros seguramente som gays, senom para utilizar-nos como arma. Nesta ocassiom estám com a Emenda constitucional sobre o matrimónio. Em realidade, tem poucas possibilidades de sair. Necessita ser aprovada por 2/3 do Senado, do que com dificuldade conseguiriam o 50%, e que 3/4 dos congressos estatais também o aprovem. Deve ter-se em conta que um dos problemas que comporta a emenda é a invasom do que até agora se considerava um privilégio dos estados, as leis matrimoniais.

Quê dize a emenda?
Marriage in the United States shall consist solely of the union of a man and a woman. Neither this Constitution, nor the constitution of any state, shall be construed to require that marriage or the legal incidents thereof be conferred upon any union other than the union of a man and a woman.
Dito doutra maneira, que só um homem e umha mulher podem fazer um matrimónio. Ainda mais perigoso: na última sentência pode entender-se que nom se poderám estender os privilégios ou situaçons matrimoniais a umha uniom que nom seja a dum home e umha mulher. Dito doutro jeito, podem acabar com todo tipo de leis que reconhecem certos direitos à convivência de facto ou o reconhecimento legal de casais gays. Se esta interpretaçom for possível, como se tem apontado, entom poderiam estar em perigo nom só os matrimónios gays de Massachussets, senom também as "unions civis" que há reconhecidas em vários estados, as extensons de direitos aos parceiros/as em casais gays, etc.

De acordo, essa emenda constitucional, polo que dizem os politólogos, nom está pensada para que se aprove. Só está presentada para galvanizar umha bases republicanas bastante desmoralizadas após as desfeitas iraquianas, os preços da gasolina polas nuves (e isso que nom virom os preços daqui), e disparados custos do exíguo sistema de saúde. Mas, se quigerem animar as bases republicanas, que lhes montem um par de boas campanhas evangelísticas com os predicadores que mais os/as excitem, ou que chamem a Natzinger para que em vivo e em directo lance um par de degretos de excomunhom contra os maricons e os seus protectores, e que nos deixem a nós em paz. Agora que reparo: onde está e que diz a flamante senadora Hilary Clinton?



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