30 junho 2006

Para quando a protecçom legal dos LGTB nas Universidades?


No anteprojecto de modificaçom da LOU introduzem-se umha série de medidas tendentes a favorecer a igualdade da mulher dentro dos órgaos de gestom universitária, combatendo assim a discriminaçom que estas sofrem por machismo consciente como por inércia do passado. Na mesma linha, introduze-se o direito dos estudantes a nom serem discriminados por sexo, raça, religiom ou incapacidade. Bem pola ministra Cabrera!

Nom tam bem porque mais umha vez o problema da homofobia e das atitudes homobóficas no trabalho, na universidade ou na sociedade em geral nom som enfrontadas como é necessário. Nom se menciona o direito dos estudantes a nom serem discriminados por orientaçom sexual. Nom se menciona esforço algum ou medida algumha para combater e seguir as manifestaçons de homofobia na universidade, que ha há, e nom poucas.

Mais umha vez a actividade do governo espanho parece mover-se pola absurda e naive crença de que abrindo o código civil a que a gente LGTB poda casar a actividade legislativa já chegou ao seu fim. A verdade é que, sendo um grande passo, enorme ainda, nom é suficiente. A homofobia social e cultural nom se acaba, senom que segue manifestando-se na discriminaçom laboral, nos tratamentos "médicos" para "curar" a homossexualidade, no professorado das faculdades de medicina e psicologia que ainda falam da homossexualidad como umha perversom sexual que curar, nos professores LGTB que nom estranhamente nom dam avançado nas suas carreiras académicas apesar de terem tantos méritos como qualquer outros... Enfim, a homofobia nas suas diversas manifestaçons segue no mundo académico, e a nossa ministra sem inteirar-se, segundo parece.

28 junho 2006

26 junho 2006

Lembra-te: Orgulho Gay 2006 Compostela



30 de Junho: Recital de poesia na Fundaçom Granell às 20.30

1 de Julho: às 20 h. manifestaçom na Alameda convocada pola Federaçom Galega de Associaçons LGBT "Aturuxo"
às 22.30 Festa reivindicativa com Astrud e Mercedes Peón na Quintana

25 junho 2006

Orgulho Gay 2006 Vigo

Ainda que um pouco tarde, chegou-me a seguinte info sobre as celebraçons do Orgulho Gay em Vigo. Fica fora um acto do sábado passado, por passado, claro.

28 JUNHO - 3ª f.:
9 h: Colocaçom da bandeira do Arco da Velha no Concelho de Vigo.
22 h: Ceia e entrega do Prémio “Legais 2006” no Restaurante do Museu Marco (Principe nº 54).

Para anotar-se na ceia chamar os telefones 630 061 399 - 660 405 215 – 619 860 908 ou por ingresso de 20 € os-as sócios-as e 24 € os non socios-as no nº de conta de Legais aberto en Caixanova: 2080 / 0000 / 75 / 0040271258, fazendo constar o nome e apelidos no ingresso.


Este ano o PREMIO LEGAIS 2006 será entregado a LAURA BUGALHO, pola sua defesa pioneira na Galiza na defesa dos dereitos dos e das transexuais. Este é brevemente o seu currículo:
- Mestra e Pedagoga Social.
- Doutoranda en Eudaçom e Transexualidade.
- Coordenadora Oficina Migraçom da CIG en Santiago de Compostela.
- Membro do BNG.
- participa na Revista de Pensamento Feminista "Andaina".
- Participa no Foro de Imigraçom de Santiago de Compostela.
- Coparticipou da Proposiçom Nom de Lei sobre Transexualidade no Parlamento de Galiza.
- Fundou o Coletivo "TransGaliza".
- Participou na Marcha Mundial das Mulheres em Santiago de Compostela


30 JUNHO - 6ª f.: 20:30 h. Encontro literario com a leitura de poemas na Livraria “Hades” (Rua Real nº 4).

7 JULHO- 6ª f. : 23:45 h.: Festa do Orgulho LGTB no Pub “7 – 4” com a actuaçom de Erika. (Rua Areal nº 74).

E seguimos com o Orgulho Gay 2006


Este fim de semana já começarom as marchas, eventos e festas do Orgulho Gay por Europa.

Em Paris, marcharom 800.000 pessoas, entre elas o conhecido Pte. gay da Câmara Municipal de Paris. A gente LGBT desfilarom pedindo a igualdade civil para gays e lesbianas com apertura do matrimónio e a adopçom, face a actual lei de parelhas restritivas, essa lei que o nosso PP nunca nos quijo dar enquanto governou.

Em Dublin, manifestarom-se polo matrimónio gay umhas 5000 pessoas. Em Lisboa, pedindo o mesmo, uns 2000 contra a homofobia e em lembraça de Gisberta. Enquanto em Atenas un milhar, em Budapest 1500 e em Zagreb 200 manifestantes com 200 policias (morbosa situaçom, n'é? ;-).

23 junho 2006

Queer As Folk


Já tem data e hora a estreia de Queer As Folk (USA): o 30 de Junho na "Cuatro" às 00.30. Nom é o melhor dia, nom é a melhor hora. Em realidade, nom é a melhor nada, salvo que a emitem.

O interesse que tem esta série é que apresenta um mundo gay bastante realista, ou, quando menos, bastante realista numha cidade grande. Felizmente, nom temos aqui o "Tio Willy", nem ainda a Mauri. Temos um mundo gay diverso, com poucos estereotipos, excepto o do gay promíscuo e hedonista. Mas a promiscuidade e o hedonismo é um estereotipo ou é umha realidade? ;-)

21 junho 2006

Pentágono

Uns génios do Pentágono classificam a homossexualidade entre as doenças mentais e os desordens psíquicos. Trinta anos depois de que as principais organizaçons psiquiátricas americanas desclassificaram a homossexualidade como umha doença ou desordem mental vêm estes psicóticos ignorantes do Pentágono e, com a enorme superioridade profissional e intelectual que dá levar um uns galons e algum que outro pin, pola sua própria conta reclassificam-nos como doentes mentais.

Claro, um nom deveria surpreender-se. Gostaria de saber quê é o que se diz em muitas faculdades universitárias. E mais de umha supreesa nos levaríamos.

18 junho 2006

acosso escolar e homofobia


Umha notícia lida hoje sobre um estudo feito nas escolas escocesas dize que rapazes de primária som capazes de se definir sexualmente. Nesse estudo, um rapaz de 12 definia-se como gay, e uns quantos mais menores de 15 definiam-se a si próprios como gays ou lesbianas. Este estudo vinha a conto do acoso nas aulas, e em concreto do acosso por questom de sexualidade, real ou suposta, propondo ajuda para os rapazes acossados e educaçom contra a homofobia nas aulas.

Nas notícias que os média galegos e, de maneira mais geral, os do Reino Bourbónico, dam sobre o acosso nas escolas nunca dizem os motivos polos que se acossa. Seria interessante saber se os motivos som pola sexualidade suposta ou real do acossado porque conscienciaria da necessidade de findar com a prática do acoso nas escolas mas também com a homofobia. Pudicamente, calam os motivos do acoso, e calando-o impedem que a sociedade seja consciente da natureza do problema que está a ter: a homofobia. Alguém se imagina esse silêncio se o acosso for por racismo?

16 junho 2006

Onde estám as organizaçons de direitos humanos quando os necessitamos?


Há um tempo enrolei-me na rede de acçons urgentes de AI Espanha para ajudar, desde as minhas possibilidades, nos casos de situaçons em extremo perigo. Elegim a opçom dos casos de minorias sexuais. Nom fai falta dizer por quê, nom? Desde que me dei de alta, nunca, nunca, me mandárom umha chamada à acçom urgente referidas às minorias sexuais. E nom é porque, infelizmente, nom faltaram.

Conto isto porque os gays russos, depois do Orgulho Gay do fim de semana passado em Moscova, estám a se perguntar onde estavam as organizaçons de direitos humanos. Salvo Human Rights Watch, o resto estivérom ausentes.

O director do Human Rights Bureau nom só nom estivo ali se nom que se permitiu fazer declaraçons dizendo que, tendo em conta o sentimento geral, nom deveria ter-se celebrado o Orgulho Gay em Moscova. Ludmila Alekseyeva directora do "Grupo de Helsinki" de Moscova nom entendia a necessidade de ter um Orguho Gay em Moscova.

O direito humano de liberdade de expressom parece que, quando é para a gente LGTB, nom existe, e se pode prescindir dele. O direito à dignidade própria também parece que os nossos bravos defesores dos direitos humanos consideram que nom é um direito quando se trata de maricons e marimachos.

13 junho 2006

Reggae homófobo? Nom pra mim, obrigado!

A cidade de Brighton, Deus a abençoe, decidiu pedir a umha disco que cancele a actuaçom do cantor de reggae Buju Banton por considerar que a cidade é amistosa com os gays e a sua actuaçom resultaria em danos para as relaçons sociais da cidade.

O Buju Banton é um génio jamaicano que canta reggae. As suas letras com frequência têm mensagens homófobos. Entre as suas cançons homofóbicas mais conhecidas está "Boom Bye Bye inna batty bwoy head", na que chama a lhes dar um tiro na cabeça aos gays, contribuindo na sua Jamaica ao clima de homofobia assassina que reina ali.< A notícia é tanto mais salientável quanto algumha rádio pública emitiu há pouco um programa na que este cantor tinha umha importante presença argumentando que era um artista clave para o género do reggae de discoteca.

Imaginas que umha rádio pública ou umha discoteca normal traia como atracçom um "artista" que chama a dar-lhe um tiro aos pretos na cabeça? Nom, verdade? Mas com nós isso sim se pode fazer e argumentar. Puta homofobia bem-pensante!

Super-herois

Já estou farto e, realmente, nom me interessa nada de nada se Superman é gay ou nom. Mui pouco temos que fazer ou mui petardas somos para embrulhar-nos sobre a gayice do Superman. Que se fale do gay que é Superman ou o gays que som esses super-herois em calças de licra numha série como "Queer As Folk" (USA) é umha cousa. Passarmo-nos pessoas de carne e osso a falar sobre o assunto é outra. Em QAF (USA) serve bem para dar um apoio argumental à paixom de Mikey polos super-herois, para emparelhá-lo com Ben Bruckner. Mas a nós quê nos aporta a nom ser um tema para fazer a petarda durante horas.

Pior ainda é quando o assunto passa às páginas e à capa dumha das revistas para o público geral gay menos frívolas, mais sérias e militantes que conheço, The Advocate. É deprimente ver como discutem e debatem sobre quam gay é Superman, sobre os indícios de gayice que tem: que se leva dobre vida, que se sempre leva calças cingidas de licras, que se estám cachondos, essas viagens misteriosas ao Polo Norte...

Vale, Superman é gay, também Spiderman, Batman está liado com Robin... e quê?

Natureza gay

Pois sim, a Natureza é muito mais gay do que um esperaria. Nada menos que 450 espécie animais têm presença gay. As girafas têm orgias de todos machos. O mesmo se passa com alguns tipos de arroazes, com as baleias cizentas e assassinas. Os macacos japoneses têm abundante vida lésbica, o mesmo que os bonobos, cujos machos também se implicam em fazer "esgrima" com os seus penes, o que fai que ejaculem.

Enfim, que a vida gay do reino anima é tam intensa que já vai sendo hora de que reformule a visom da homosexualidade humana, reformulando pola sua vez a da selecçom sexual.

09 junho 2006

As lesbianas nom som homos (!!!!!)

Pois nom, nom o som. Ou isso quando menos dize um juiz do "Tribunal de Imigraçom e Assilo" de Manchester (R.U.). Claro é, a ideia é negar-lhe o assilo e devolver umha mulher ugandesa a Uganda, um desses países ao que nengum de nós quereria ir polo homofóbico que é.

Poupo-vos o comentário a tanta idiotice.

08 junho 2006

Orgulho Gay em Varsóvia

Mais um ano o Orgulho Gay celebrará-se em Varsóvia. A diferença de anteriores ocasions, nesta nom há nengumha proibiçom legal.

Ora, todo promete que o Orgulho Gay nom vai ser tranquilo. Desde o inefável Wojciech Wierzejski com as suas declaraçons homófobas até a cadeia de televisom TVP2 todo indica que os ânimos estám a se aquecer. A cadeia de tv mencionada emitiu um programa no que se misturava Orgulho Gay com defesa da pedofília em reiteradas ocasions de maneira intencionada. Entre outras cousas, fazia-se a pergunta retórica de se queria umha marcha do orgulho gay que promovia a pedofília.

Se vades a Varsóvia este fim de semana e vos animades, aqui tendes o endereço:

http://www.paradarownosci.pl/index.php?&lang=en

Derrotada a emenda à constituiçom norte-americana

A introduçom da emenda à constituiçom norte-americana que tentou o Pte. Bush foi derrotada ao ficar 11 votos por debaixo dos 60 requeridos para ser aprovada. A derrota, como já se dixo anteriormente, era segura já que nom saíam as contas dos 60 votos que a apoiassem. E assim foi: derrotada. Como merecia.

06 junho 2006

E vamos para o Dia do Orgulho Gay

Realmente é difícil seguir as actividades do Colectivo Gay de Compostela e as lesbis do BOGA. E nom é que um nom tente estar ao tanto do que fam, senom que o seu sistema de propaganda parece ser invisível, inaudível... Dito doutra maneira, deveriam solucionar esse problema já.

A info que obtivem veu pola web "Compostela Cultura" à que há que dar os parabéns pola info que dá sobre os actos do Orgulho Gay em Santiago.

Hilaria afinal falou

Pois sim, Hilária já falou, já dixo algo sobre a emenda à constituiçom americana. Nom foi para apoiar os matrimónios gays, nom. Nom vai cair nessa trampa funesta que tramam os republicanos para deixar ao descoberto a sua autêntica face de "liberal". Nom, nom vai pisar o gelo escorregadio que a faça dar com os seus presidenciáveis ossos no chao e frustrar assim a sua brilhante carreira eleitoral.

O que dixo era o esperável: que havia muitos temas mais importantes dos que falar como o terrorismo, os preços da gasolina, os custos do sistema de saúde.... mas por suposto, eludiu apoiar o matrimónio gay. Que bruxa!

03 junho 2006

Outra vez a emenda à constituiçom americana (do Norte)

Cada vez que Bush e o Partido Republicano norte-americano tem problemas e quer reactivar a sua base acode a nós, os gays. Nom obviamente para que o aconselhemos, ainda que alguns dos seus conselheiros seguramente som gays, senom para utilizar-nos como arma. Nesta ocassiom estám com a Emenda constitucional sobre o matrimónio. Em realidade, tem poucas possibilidades de sair. Necessita ser aprovada por 2/3 do Senado, do que com dificuldade conseguiriam o 50%, e que 3/4 dos congressos estatais também o aprovem. Deve ter-se em conta que um dos problemas que comporta a emenda é a invasom do que até agora se considerava um privilégio dos estados, as leis matrimoniais.

Quê dize a emenda?
Marriage in the United States shall consist solely of the union of a man and a woman. Neither this Constitution, nor the constitution of any state, shall be construed to require that marriage or the legal incidents thereof be conferred upon any union other than the union of a man and a woman.
Dito doutra maneira, que só um homem e umha mulher podem fazer um matrimónio. Ainda mais perigoso: na última sentência pode entender-se que nom se poderám estender os privilégios ou situaçons matrimoniais a umha uniom que nom seja a dum home e umha mulher. Dito doutro jeito, podem acabar com todo tipo de leis que reconhecem certos direitos à convivência de facto ou o reconhecimento legal de casais gays. Se esta interpretaçom for possível, como se tem apontado, entom poderiam estar em perigo nom só os matrimónios gays de Massachussets, senom também as "unions civis" que há reconhecidas em vários estados, as extensons de direitos aos parceiros/as em casais gays, etc.

De acordo, essa emenda constitucional, polo que dizem os politólogos, nom está pensada para que se aprove. Só está presentada para galvanizar umha bases republicanas bastante desmoralizadas após as desfeitas iraquianas, os preços da gasolina polas nuves (e isso que nom virom os preços daqui), e disparados custos do exíguo sistema de saúde. Mas, se quigerem animar as bases republicanas, que lhes montem um par de boas campanhas evangelísticas com os predicadores que mais os/as excitem, ou que chamem a Natzinger para que em vivo e em directo lance um par de degretos de excomunhom contra os maricons e os seus protectores, e que nos deixem a nós em paz. Agora que reparo: onde está e que diz a flamante senadora Hilary Clinton?



01 junho 2006

Vamos ao Orgulho Gay de Letónia

Seguimos na Nova Europa. No anterior falávamos de Roménia, agora vai a cousa com Letónia.

"Nom podemos agachar-nos nos matos entrementres toda quanta ralé e maricom passeiam polas ruas". Esta elegantíssima frase procede de Dainis Turlais, membro do partido governamental de Letónia. Em realidade pouco nos interessaria aqui os detritos produzidos por este insigne pessoeiro se nom for porque foi nomeado polo parlamento lituano para fazer parte da Assembleia Parlamentar da OSCE, entre cujas missons está a de supervisar o respeito dos direitos humanos, das liberdades básicas e os direitos das miniorias polos 55 estados membros da organizaçom.

Em harmonia com esta decissom, as celebraçons do Orgulho Gay em Letónia estám sendo ameaçadas polos seus políticos, começando polo Pte. da cidade de Riga e seguindo polo seu Primeiro Ministro que onte, numha entrevista na tv, falava de problemas de segurança para a sua celebraçom.

Agora começa Roménia

Estamos a começos de Junho, e as celebraçons do Orgulho Gay começam a se amontoar, e com eles os problemas na rumsfeldiana Nova Europa. Nom é que na Velha Europa nom os houver, mas, reconheçamo-lo, som bastantes menos.

Depois do movido Orgulho Gay moscovita do último fim de semana, agora temos à homofobia direitista romena tentando pôr as suas interquinências ao Orgulho Gay de Bucarest que se celebra este fim de semana. Para tentar impedi-lo recorrerom aos tribunais em busca de auxílio y pugerom umha queija formal arguindo que a celebraçom do Orgulho Gay com a sua marcha seria umha "manifestaçom designadas a provocar o obsceno e o anti-social". Esperemos que o tribunal nom admita tam rançosa argumentaçom para proibir a marcha do Orgulho Gay.