29 maio 2006

Gisberta

Transexual, prostituta, 46 anos, brasileira do Porto. Essa era Gisberta.

Espancada, atada, queimada com cigarrilhos, paus polo ânus e lançada a um poço. Assim morreu Gisberta.

Os supostos assassinos confessos foram rapazes de 10 a 16 anos, alunos da católica Oficina de S. José.

Agora já nom som supostos assassinos. O fiscal decidiu que Gisberta morreu afogada, nom como consequência da malheira que recebeu. Os rapazes já estám livres.

"...Terra da fraternidade..."

27 maio 2006

Mais de 200 arrestados no Orgulho Gay de Moscova

A polícia de Moscova arrestou a mais de 200 persoas pola polícia para impedir a celebraçom do Orgulho Gay em Moscova, proibida polo alcalde dessa cidade Yuri Luzhkov. Entre os detidos está o líder gay russo Nikolai Alekseyev, que foi arrestado quando se preparava para levar um grupo à Tumba do Soldado Desconhecido. Tentava-se fazer ali umha oferenda de flores como resposta à política fascista provocada polos comentários desatinados dalguns burócratas e políticos.

Também foi visto um grupelho de "cerebros rapados" e fieis da Igreja Ortodoxa Russa opostos à celebraçom do "Dia do Orgulho" dispostos a fazer umha contra-manifestaçom.

Orgulho Gay de Moscova: o centro da cidade sob controlo policíaco

Os activistas gays russos decidirom onte seguir com a celebraçom do Orgulho Gay, mália a proibiçom do alcalde de Moscova Yuri Luzhkov.

O centro da cidade está sob controlo policíaco para impedir que se celebre o dia do Orgulho Gay.

Nom posso menos que perguntar-me onde está a U.E. agora, onde os seus parlamentários... Vale, a Federaçom Russa nom fai parte da U.E... Veremo-nos em Polónia, Lituánia, Letónia, que sim fam parte da U.E. Estará presente ali para proteger os direitos dos cidadáns gays e lesbianas a nom ser discriminados no exercício dos seus direitos cívicos básicos como a liberdade de expressom e de manifestaçom?

Mas hoje estamos em Moscova.

26 maio 2006

E seguimos com o Orgulho Gay de Moscova

Más notícias de Moscova e o seu Orgulho Gay:
- Um juiz vem de decretar a legalidade da proibiçom da marcha do orgulho gay de Moscova.
- Um grupo de patrioteiros direitistas interropem a palestra sobre Oscar Wilde dada polo seu neto Merlin Holland ao berro de "Fora maricons de Russia!", e quando os expulsarom dali lançarom uns viais de gas irritante ao auditório.
- O Aldalde de Moscova, Yuri Luzhkov, afirmou num programa de rádio que mentres ele seja alcalde de Moscova nom se permitirá a celebraçom de marchas do Orgulho Gay.

Aos russos, assim como a outros dos nossos amáveis vizinhos da Europa orientas, os muitos anos de marxismo-leninismo deixou-nos bem a monte.

25 maio 2006

Unions gays no Direito Civil galego

Rápidos, n'e? Um ano depois de terem sido aprovadas as modificaçons legais no Código Civil espanhol que abrem a porta a gays e lesbianas casar como o resto dos cidadáns, agora o Parlamento Galego sai com umha modificaçom no direito civil galego que fai possível as unions gays. Isso sim, graças ao PP o assunto das adopçons nom está mui claro.

Está bem, mas para quê quero umha lei de "parelhas de feito" se posso com a actual legislaçom casar? Quê acrescenta legalmente ao que já temos? Unicamente umha rede sobre a que cair se o Tribunal Constitucional Espanhol (y olé!) decidir fanar ou anular as modificaçons legais introduzidas no Código Civil espanhol. E mais nada.

Um outro dia já falaremos do que significa submeter-nos a esses pueris ritos heterosexuais sem sentido :P

23 maio 2006

Gay armado, gay respeitado?

Pois sim. Existem os gays polas armas. Nom é um comando de auto-defesa gay como a "Pink Posse" de Queer as Folk, prontos para responder qualquer agressom ou intento. Som gays que proponhem que os gays nos armemos legalmente, mandando a mensagem com o nosso apetrecho de armas de que atacar-nos nom é fácil, que nom somos as vítimas voluntárias da homofobia. Odiar-nos é cousa sua, defender-nos é o nosso direito. Claro é, a ideia e a associaçom está-se a desenvolver naqueles países nos que a legislaçom sobre a tença de armas é muito mais lassa do que no nosso, quer dizer, USA e Canadá. Aqui é impensável.

Alguns diriam que a minha heterofobia é a que me fai concordar com o direito proclamado polos "Pink Pistols" de nos auto-defender e armar-nos ali onde podamos fazê-lo legalmente. Talvez seja heterofobia, mas acho que só é sentido de auto-protecçom e também de auto-estima pois nom temos que ser vítimas fáceis dos ódios dos demais.

Ora, o que resulta desagradável, perigoso e tolo nos "Pink Pistols" é nom a mensagem de se defender inclusivé com armas, se for necessário, senom que na sua defesa do direito a armar-se situam-se na mesma linha que a RNA (a Associaçom Nacional do Rifle norte-americana, sim, a do Charlton Heston de "Bowling for Columbine") e, de facto, colaboram com ela tentando impedir as legislaçons restritivas do uso de armas de fogo com os argumentos tam clássicos como falaces de que a restriçom no uso de armas de fogo fai aumentar, nom diminuir, a violência e os crimes. Destarte, os nossos "Pink Pistols" contribuem à generalizaçom das armas de fogo entre a populaçom, criando com isso as condiçons para umha sociedade no que a violência armada se propague polo espalhamento dos instrumentos que a fazem possível.

18 maio 2006

Homofobia na ONU

ILGA Europa acaba de ser rejeitada como observadora no Conselho Económico e Social da ONU. Os infames países que votarom pola sua recusaçom som: Camerun, China, Costa de Marfim, Irám, Pakistám, Federaçom Russa, Senegal, Sudám, Zimbabwe.

Chile, Colombia, França, Alemanha, Peru, Romania e os Estados Unidos som os países que votaram em contra da recusaçom. Abstiverom-se a India e Turquia.

17 maio 2006


DIA INTERNACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA

15 maio 2006

Grand Ayatollah Sistani e a Fatua Mortal

O Grande Ayatollah Ali Sistani retirou da sua web a fatua na que chamava a matar aos gays no Iraq, e que se crê que está detrás da vaga de assassinatos de gays e lesbianas que está a haver no Iraq. Nom retirou a passagem dedicada às lesbianas.

Contodo, é indiferente, a retirada da web nom comporta a revogaçom da fatua, polo que com a abençom do seu tiránico deus seguirám a matar gays e lesbianas.

É o que têm as teocracias, que como a Deus se lhe obedece e nom se lhe discute...

12 maio 2006

Bispos pola homofobia, gays pola apostasia

O 18 de Janeiro, o Parlamento Europeu (PE) adoptara umha resoluçom na que se condenava a homofobia, tanto nas suas expressons de violência física quanto nas de discriminaçom social. Esta digna resoluçom acaba de ser condenada pola Conferência Episcopal Espanhola (y olé!) porque pom em perigo a liberdade de consciência (!!!!!!!) e anima aos Estados da UE a revisar as suas legislaçons para permitir as unions civis gays, ou ainda o matrimónio.

Apresentar-se como vítima, como perseguida, já resulta umha rotina esperável na associaçom religiosa "Igreja Católica" Romana espanhola, e sobretodo na CEE (y olé!), apesar de que recebe miles de milhons de euros cada ano do Estado Espanhol, mesmo quando este é governado polo impiedoso PSOE, composto por atéus apóstatas e massons, como é bem conhecido. ;)

Ora, apresentar-se como vítima dum ataque à liberdade de consciência porque o PE anima numha resoluçom a findar "as actitudes de discriminaçom, desprezo e violência cara as pessoas de tendências homossexuais" é ir mais alá do ridículo ao que nos tem acostumados a CEE (y olé) para entrar no terreno da ruindade. Tentar fazer crer que a defesa da dignidade e da integridade dum grupo social é um ataque à liberdade de consciência só pode ser qualificado de perversom da linguage e de depraçaçom moral.

Nom deveríamos seguir permitindo que o bom nome de cada um de nós, como cidadáns e como gays, esteja associado a umha associaçom religiosa tam iníqua que nom pode senom conceber a liberade dos demais como perseguiçom própria.

Ratzinger e os gays italianos

Já havia tempo que nom o ouvíamos. Nom suportou estar mais tempo calado sobre o assunto gay. A sua advertência ou ameaça vai contra o novo governo italiano de Romano Prodi. O motivo: o novo governo italiano leva no seu programa electoral fazer umha lei de unions civis às que se podam acolher os gays. O ameaçador: Ratzinger, já sabes, o líder da associaçom religiosa "Igreja Católica" Romana. A ameça: fazer todo o que estiver nas suas mans para impedir essa lei. Quê é o que significa nessa frase "todo" nom o esclarecem.

10 maio 2006

17 de Maio: Dia internacional contra a homofobia

O vindoiro 17 de Maio celebrará-se por segundo ano o dia mundial contra a homofobia. Infelizmente, ainda que desde o ponto de vista legal os avanços no Reino Bourbónico fossem grandes, fica a homofobia social, religiosa e, por quê nom dizê-lo, a política. Temos razons para o celebrar aqui dentro.

Fora, a situaçom é bem pior. Nom falemos dos países nos que ainda há pena de morte contra os gays. Nom falemos dos países nos que ainda há repressom contra nós, como no Camerún. Nem fai falta irmo-nos de continente. Aqui, na UE, temos boas ilustraçons do que é a homofobia: Polónia, Lituánia, Letónia... homofobia nom meramente social, senom institucional, governamental. As directivas de igualdade da UE som ignoradas, sem que, polo demais, o resto de governos fagam nada por reconduzir as situaçons nem pressionar os governos homófobos. A homofobia dentro da UE sai grátis.

07 maio 2006

O mufti russo sai sem castigo

O mufti russo Talgat Tadjuddin, que incitou à violência anti-gay em caso de que em Moscova se faga umha manifestaçom para celebrar o orgulho gay, pode estar tranquilo. As suas palavras de incitaçom ao ódio anti-gay feitas numha entrevista na agência de notícias Interfax nom merecerám nengumha acçom do fiscl do distrito de Tverskaya devido a que o mufti nom fazia senom citar o Corám e uns hadizes. Com excepçom dessas citas, o fiscal de distrito considera que as palavras do mufti nom constituem um delito contra a paz social.

Se dizer que os gays nom têm direitos e que devem ser batidos, como fez o mufti, nom é um atentado contra a ordem social, entom quê é? Se alguém dixer que os mussulmanos nom têm direitos e devem ser batidos quando se manifestassem como tais, alguém a sério crê que isso nom seria um atentado contra a paz social? Mas quando esses comportamentos aberrantes fazem-se contra os gays, parece que nom há problema, que é aceitável.

Rapaz Iraquiano morto pola polícia

Ahmed Khalil, um rapaz iraquiano de 14 anos, foi morto pola polícia na porta da sua casa por se deitar com homes. O rapaz dedicava-se à prostituiçom para sobreviver.

A morte de Ahmed nom é um episódio isolado, senom que se situa dentro dumha política de caça de bruxas contra a populaçom gay iraquiana iniciada polas milícias xiítas à calor da fatua do Grande Ayatollah Sistani chamando à execuçom dos gays e a erradicar os homosexuais.

A notícia estendida em http://news.independent.co.uk/world/middle_east/article362151.ece