22 dezembro 2006

Bom Natal Homo

You'll probably get sweaters
Underwear and socks
But what you'd really like for Christmas
Is a nice hard cock
You deserve a cute boy
Who's horny and queer
To make the most out of Christmas cheer
I wanna be your Christmas present
I wanna be your Christmas queer
I wanna be your Cristmas present
Have a homo Christmas this year
Don't be miserable
Like Morrissey
Let me do you
Underneath the Christmas tree
We'll push the packages
Out of the way
And after you've unwrapped me
Naked on the floor we'll play
I wanna be your Christmas present
I wanna be your Christmas queer
I wanna be your Cristmas present
Have a homo Christmas this year
Your family won't
give you encouragement
But let me give you
Sexual nourishment
Licking nipples
Licking nuts
Putting candy canes
Up each other's butts
I wanna be your Christmas present
I wanna be your Christmas queer
I wanna be your Cristmas present
Have a homo Christmas
I wanna be your Christmas present
I wanna be your Christmas queer
I wanna be your Cristmas present
Have a homo Christmas this year

Homo Christmass da Pansy Division

21 dezembro 2006

Gays no pesebre

Estes simpáticos monecos revindicando o matrimónio gay fôrom postos por Bruno Mellano e Donatella Poretti, deputados do grupo "A Rosa no Punho", membros da coaliçom de esquerda governante, no pesebre da Câmara de Deputados italiana.

As reacçons nom se deixarom esperarar. Imediatamente apareceu a segurança do edifício para retirar os monecos, entrementres a direita começava com a ladainha da aldragem, a falta de respeito à instituiçom e à religiom, o acto sacrílego que supunham os monecos reivindicativos, e bla bla bla.

Nada que nom fosse esperável. O que já nom era tam esperável é a reacçom da esquerda governante, começando polos comunistas. Bertinotti, Presidente da Câmara, e membro de Refundaçom Comunista, atacou o acto dos deputados da "Rosa no Punho" por inútil e perigoso. Talvez Bertinotti deveria reflexionar sobre o facto de que o único perigoso para os gays seja que nom haja ainda nem matrimónio gay nem umha mísera lei de unions civis.

09 dezembro 2006

Os deuses do estádio

Para os amantes do género dos calendários desenhados, um dos clássicos é o dos "Dieux du Stade". Este ano já os filtraron e podem-se encontrar aqui. Algumhas das fotos curiosamente (?) têm um forte conteúdo homoerótico.

25 novembro 2006

Israel outra vez


A última de Israel. Como sabes, em Israel nom há matrimónios homossexuais. De facto e estranhamente, nom há também matrimónio civil. Simplesmente, cada um casa de acordo com a religiom da sua comunidade. Ora, o Estado de Israel reconhece os matrimónios civis realizados no exterios.

Pois bem, esta semana, o Tribunal Supremo de Israel acaba de ditar umha sentença pola qual os matrimónios entre pessoas do mesmo sexo realizados no estrangeiro devem ser reconhecidos a todos os efeitos como um matrimónio hetero realizado no exterior, sem que possa haver discriminaçom algumha.

Sugestom para sair do armário

Todos sabemos da importância de sair do armário. Revelando-nos tal como somos, nom fingindo levar umha vida que nom é a nossa, dotamo-nos a nós mesmos da dignidade que muitos nos querem quitar. Saindo do armário deixamos de vermo-nos obrigados a ser polícias de nós mesmos. Nom é fácil. Umha sugestom de como fazê-lo.

12 novembro 2006

O Orgulho Gay em Jerusalém

Afina celebrou-se o Orgulho Gay em Jerusalém. "Celebrar", neste caso, uso-a a falta de algo melhor que expresse a frustraçom e a exasperaçom de que seja considerado como provocaçom o direito à manifestar as nossas opinions, a manifestar e celebrar-os a nós mesmos.

Um pode celebrar um desfile do Orgulho Gay em Tel Aviv e nom se passa nada. Mas quando chegamos à Jerusalém... oh, entom estamos numha cidade santa na que os piedosíssimos que ali moram consideram um sacrilégio a realizaçom do que eles consideram a "marcha da abominaçom". Para impedir que os abomináveis cometam essa marcha da abominaçom unem-se as religions irreconciliáveis desde há 2000 anos e os jovens haredim (piedosíssimos em roupa negra) comportanse como jarraitxus em kale borroka e prendem lumem aos contentores de lixo ocupando as ruas, mentres guindam pedras contra a polícia.

O concelho de Jerusalém, chocado polo clima social, proíbe o desfile e concentra numa zona marginada da cidade (na zona universitária) os actos do Orgulho Gay, entrementres aqueles que se negarom a prescindir do seu direito a manifestar-se som arrestados pola polícia.

Impresentável!!!! Sobretodo porque a zona realmente sagrada é a cidade velha de Jerusalém, nom a zona contemporánea na que ia se celebrar o desfile. Ninguém pensara em entrar na Esplanada das Mesquitas nem na do Muro das Lamentaçons.

P.D.- Agora deveríamos seguir a provar a tolerância e tentar fazer marchas do "orgulho gay" na Cidade do Vaticano e na Mecca. Deixariam-nos sequer fazer umha concentraçom discreta?

04 novembro 2006

Curando as ovelhas gays?


A Universidade Estatal de Oregon e a Oregon Health & Science University em troca de estar a investigar sobre a SIDA ou o cancro estám a esbanjar os fundos que recebem dos cidadáns de Oregon tentando inventar procedimentos médicos para curar a homossexualidade. Os experimentos estám a se realizar em ovelhas.

Por agora, o que estám a fazer é usar drogas para previr a acçom durante o embaraço de hormonas que pudessem afectar o cerebro e a orientaçom sexual do feto. Também abrem os cerebros de ovelhas gays para encontrar os mecanismos hormonais que as induzem a ser homossexuais. Um outro investigador experimenta introduzindo no cerebro das ovelhas maricas um dispositivo de estrógenos no cerebro para modificar as suas tendências homossexuais e convertê-las em heterossexuais.

Nom vou comentar a crueldade que supom muitos destes experimentos para os animais. O que sim quero comentar é que estes experimentos têm umha segunda fase que é a aplicaçom do resultados aos humanos.

Na realidade, estes doutores frankenstein e quem os subsídia e tolera seguem com a mentalidade de considerar a homossexualidade que há que curar. É deprimente pensar que a Associaçom de Psiquiatras norte-americanos, que a OMS, que... nom consideram desde há décadas a homossexualidade umha doença e que estes "científicos" e os seus subsidiadores nom se queiram inteirar e neguem a realidade. Ou muito pior, que se inteirem e que, para conseguir dinheiro e subsídios, nom tenham o menor escrúpulo em alentar os mais escuros preconceitos.

Mais um outro hipócrita fora do armário

Este mega "chulo" que aparece oferecendo as suas habilidades foi o factor do último outing escandaloso.

A estrela da espectacular saída do armário numha entrevista feita a Mike foi nem mais nem menos que o Pte. da "Associaçom Nacional de Evangélicos" de EUA, o Rev. Ted Haggard, umha personagem de induvitável influência política dentro da direita religiosa que tem acesso directo à Casa Blanca.

Segundo Mike, Ted Haggard requeriu os seus serviços ao menos umha vez por mês nos últimos três anos, ao que acrescentou que Haggard tomava antes da "performance" cristal, cousa que Haggard admitiu. Refiro-me a usar cristal, nom à foda com o Mike.

Dito todo isto, para ser justos com Haggard há que dizer que ainda que este home foi um dos impulsores da emenda que propóm a modificaçom da definiçom de matrimónio para deixar claro que só pode ser entre um home e umha mulher-- e nunca entre dous maricas ou duas camioneiras --, ele nunca se opujo a leis estatais que outorgavam muitos dos direitos dos matrimónios heteros às parelhas gays, declarando que esse era um direito dos cidadáns e dos legisladores outorgar-lha. Também foi dos que estivo a favor de que o Tribunal Supremo declara-se ilegais as leis da sodomia existentes em vários estados já que na opiniom (sensata) de Haggard, o que façam dous adultos de vontade nas suas camas é cousa deles e nom do Estado. Já quigéramos que a IC fosse assim de moderada!

05 outubro 2006

A viril Polónia


Mais umha vez. Esse país é umha mina para um blog como este. Nom importa que o seu primeiro ministro jure "por el niño Jesús" que o seu país nom é homófobo. Sempre nos dá um sobressalto e umha notícia.

A nova façanha polaca foi a seguinte. A UE tem um programa que se chama "Serviço Voluntário Europeu". A decissom de que projectos se admitem fai-na umha agência nacional.

Umha organizaçom LGBT apresentou um projecto de umha campanha contra a homofobia. A agência polaca, dependente do governo, recusou esse projecto alegando que essa campanha era contra a criança dos nenos e jovens que alentava o governo. E, a mais, a política do governo consiste em nom apoiar acçons que tenham como objectivo propagar a homossexualidade, nem "apoiar a cooperaçom com organizaçons homossexuais", violando, dessa maneira, o artigo 13 do Tratado de Amsterdam que proibe a discriminaçom das minorias sexuais. Haverá algum eurodeputado galego que lho lembre? onde estám os nossos eurodeputados?

E já que estamos a fazer perguntas, umha última: haverá alguém que lhe diga a Polónia que à seguinte se vai fora?

02 outubro 2006

AI Acçons urgentes

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Equipo de Acciones Urgentes
Amnistía Internacional - Sección Española: http://www.es.amnesty.org
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Si recibe contestación de una autoridad, envíenos, original o copia, lo antes posible: AI-Sección Española / Fernando VI, 8 / 28004 Madrid (si es por correo electrónico, basta que reenvíe el mensaje a aauu@es.amnesty.org). Por favor indique en el reverso de la carta (o en el asunto/subject del mensaje) el número de la Acción Urgente a la que le contestan (ej: AU 25/99).
No es necesario que nos envíe copia de su propia carta/mensaje. Si no desea que le acusemos recibo, indíquelo al dorso de la carta o en el asunto del mensaje con "No acuse".
Gracias por su colaboración.
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Amnistía
Internacional
Sección Española

Secretariado Estatal
Fernando VI, 8, 1º izda.
28004 Madrid
Telf. + 91 310 12 77
Fax + 91 319 53 34
amnistia.internacional@es.amesty.org
http://es.amnesty.org
Acción
Urgente

PÚBLICO - Índice AI: AFR 59/007/2006 - 8 de septiembre de 2006

AU 243/06 Temor por la seguridad / hostigamiento

UGANDA 13 mujeres (AI conoce sus nombres)


El 8 de septiembre, el periódico ugandés The Red Pepper publicó una lista de 13 mujeres que, según afirma, son lesbianas. En Uganda la homosexualidad es un delito, y Amnistía Internacional considera que tal afirmación puede poner en peligro a las mujeres citadas. En el artículo se hacía un llamamiento a la población para que nombrara a otras mujeres presuntamente lesbianas a fin de "limpiar nuestra patria del vicio capital".

Es la tercera ocasión en las últimas semanas en que The Red Pepper hostiga de forma abierta y específica a lesbianas, gays, bisexuales y personas transgénero (LGBT). El 8 de agosto, este periódico publicó una lista similar de hombres que, según afirmaba, eran gays, y el 7 de septiembre publicó un artículo en el que se incluía el nombre y una foto de otro hombre, supuestamente buscado por la policía por participar en "actividades de homosexualidad [sic]". Tras la publicación de la lista de hombres, Amnistía Internacional recibió varios informes de hostigamiento a miembros del colectivo LGBT mencionados por el periódico. En algunos casos informaban que habían sido hostigados por colegas y, en otros, que sus familias les habían hecho el vacío.

Amnistía Internacional condenó enérgicamente la publicación del artículo mediante una declaración pública emitida el 29 de agosto (véase http://web.amnesty.org/library/Index/ESLAFR590062006) y sigue viendo con preocupación que el hostigamiento persistente de miembros del colectivo LGBT por The Red Pepper hace que las personas citadas corran un elevado riesgo de convertirse en víctimas de discriminación y violencia a manos de particulares o de las autoridades.

INFORMACIÓN COMPLEMENTARIA
La práctica de nombrar a personas a las que se califica de lesbianas o gays agrava el cuadro de abusos reiterados contra los derechos de los miembros del colectivo LGBT en Uganda. Amnistía Internacional siente preocupación por el hecho de que la tipificación de la homosexualidad como delito en el Código Penal de Uganda ofrezca fundamentos legales para que se permitan estos abusos. Amnistía Internacional ha documentado algunos de estos casos.

A principios de junio de 2006, el Consejo Cristiano Conjunto de Uganda (Uganda Joint Christian Council, UJCC), coalición de organizaciones cristianas, declaró públicamente que "condena de manera enérgica e inequívoca todas las actividades vinculadas con el fomento o la propaganda de la práctica de la homosexualidad y el lesbianismo condenada en la Biblia", afirmando que la homosexualidad constituye "una perversión de la sexualidad humana". El Consejo instó "al clero, a los progenitores y a las personas de buena voluntad a elaborar programas destinados a enseñar a la gente los peligros que entrañan la homosexualidad y el Lesbianismo [sic]".

El 20 de julio de 2005, el domicilio de la activista de los derechos LGBT Victor Juliet Mukasa fue registrado en ausencia de ésta. Una amiga que se alojaba allí fue detenida y sometida a tratos humillantes y degradantes mientras estuvo bajo custodia policial. El registro se efectuó sin mostrar orden judicial alguna, y la amiga de Victor Juliet Mukasa quedó en libertad sin cargos a la mañana siguiente.

El 5 de julio de 2005, el Parlamento de Uganda votó a favor de una reforma constitucional que dice que "el matrimonio sólo es legal si se establece entre un hombre y una mujer", y añade que "es ilegal que parejas del mismo sexo contraigan matrimonio".

En octubre de 2004, una emisora de radio tuvo que pagar una multa por emitir un debate en directo con activistas de los derechos sexuales que hablaban sobre la discriminación contra miembros del colectivo LGBT en Uganda y sobre la necesidad de estas personas de contar con servicios relacionados con el VIH/sida. El Consejo de Medios de Comunicación Audiovisuales impuso a la emisora una multa de aproximadamente 1.000 dólares estadounidenses, afirmando que el programa era "contrario a la moralidad pública" e infringía las leyes existentes.

ACCIONES RECOMENDADAS: Envíen sus llamamientos de modo que lleguen lo antes posible, en inglés o en su propio idioma:
- expresando preocupación por la publicación, el 8 de septiembre en el periódico The Red Pepper, de una lista de nombres de mujeres que, según el periódico, son lesbianas;
- manifestando preocupación por el hecho de que la campaña que está librando The Red Pepper contra el colectivo LGBT ha puesto a sus miembros en peligro;
- instando a las autoridades a investigar exhaustivamente todos los informes de actos de agresión contra lesbianas y gays o personas a las que se atribuye ser lesbianas o gays;
- instando a las autoridades a garantizar que la incitación a la discriminación, la hostilidad o la violencia contra lesbianas y gays se prohíbe conforme a lo dispuesto en normas internacionales como el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos, en el que Uganda es Estado Parte.

LLAMAMIENTOS A:
Presidente:
President Yoweri Museveni
Parliament Building
PO Box 7168
Kampala, Uganda
Fax: +256 41 346 102
Correo-E: info@gouexecutive.net
Tratamiento: Your Excellency / Señor Presidente
Ministro de Justicia:
Makubuya Kiddhu
Parliament Building
PO Box 7183
Kampala, Uganda
Fax: +256 41 2254 828
Correo-E: info@justice.go.ug
Tratamiento: Dear Minister / Señor Ministro

COPIA A:
Ministro del Interior:
Ruhakana Rugunda
Crested Towers
PO Box 7084
Kampala, Uganda
Fax: + 256 41 2231 188
y a los representantes diplomáticos de Uganda acreditados en su país.

(EMBAJADA DE LA REPUBLICA DE UGANDA)
13 Avenue Raymond Poincarré .- 75116 PARIS
Teléfono: 33 1 56 90 12 20 .- Fax: 33 1 45 05 21 22

ENVÍEN LOS LLAMAMIENTOS INMEDIATAMENTE. Consulten con el Secretariado Internacional o con la oficina de su Sección si van a enviarlos después del 20 de octubre de 2006.


Si recibe contestación de una autoridad, envíenos el original o una copia, por favor, lo antes posible (ref.: "Equipo AAUU - Respuesta"). Sólo es necesario que indique en el reverso de la misma el número que tiene la Acción Urgente a la que le han contestado (por ejemplo "AU 25/99" o bien "EXTRA 84/99"). No es necesario que nos envíe copia de su propia carta. Si no desea que le enviemos un acuse de recibo, indíquenoslo también en el dorso con las palabras "No acuse". Gracias por su colaboración.






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Cínico governo sueco

Parece que a moratória de expulsons de gays iranianos está já rematada após um ano, desde que penduraram os dous adolescentes em Irám. Um juris acaba de decretar a expulsom de Suécia e a entrega ao Irám dum gay.

Para justificar a sua decisom, a corte utilizou um relatório do governo sueco que, no cume do cinismo ou da piada de péssimo gosto, admitindo que a condena contra os actos homossexuais (com penetraçom, parece) é de pena de morte, sustém que um pode viver no Irám sendo gay se for o suficientemente "discreto". Dito doutra maneira, se viveres completamente "armarizado", se para manteres essa "discreçom"casas e mantés a ficçom de heterossexualidade, entom podes viver em Irám e, portanto, nom necessitas o asilo em Suécia.

A lógica desse relatório e da sentença que nele se alicerça é a negaçom do direito de asilo. Com estes mesmos critérios, qualquer petiçom de asilo por perseguiçom política (ou de qualquer outro teor) pode ser recusada. O peticionário pode viver perfeitamente no seu país sempre que leve a sua ideologia discretamente: nom a expresse nem em público nem em privado, e que nom aja conforme a ela. Com estas condiçons ninguém experimenta perigo algum. O secreto é fácil: sê o que quigeres, mas nom sejas praticante.

A mais desta lógica perversa, a sentença "esquece" que existe, por todos os indícios, umha auténtica actividade policial para perseguir os gays. Os grupos LGBT iranianos têm indicado em mais dumha ocasiom as provocaçons constantes da polícia iraniana e a constante actividade em I-net infiltrando-se em chats, foros, e demais médios de relaçom LGBT iranianos, sempre em servidores estrangeiros, claro é, para descobrir e criminalizar os gays do país. Sem dúvida, isso também o sabe o governo sueco, mas cala-o.

25 setembro 2006

Dous pais

Pois... isto em Holanda... Educativo, n'é?

24 setembro 2006

Religiom pagada polo Estado?

Eu sou um firme e sólido partidário da liberdade religiosa e de conciência. Parece-me absurdo, quando nom danino para a liberdade dos indivíduos, que os Estados se entrometam nas consciências dos seus cidadaos e estrangeiros residentes no seu território. Também sou muito céptico, por nom dizer claramente oposto, às legislaçons que tentam dividir as religions entre religions boas e religions más, porque o habitual é que as religions consideradas polo Estado más som aquelas que coincidem com a visom estigmatizadora da sociedade, visom que carece, quase sempre, de alicerces objectivos, sendo umha pura manifestaçom dos preconceitos religiosos das sociedades. Assim, por exemplo, as Testemunhas de Jeová na França som considerados umha seita e, por isso, estám sujeitos a toda umha série de restriçons legais às que nom estám sujeitos nem católicos nem mussulmanos. É que as Testemunhas de Jeová nalgum país histórica ou actualmente forçaram legislaçons contra as demais comunidades religiosas? Nom, mas os católicos e os mussulmanos sim. É que espalharam a sua fé por meio da espada? Ao contrário que católicos e mussulmanos, ele nunca o figérom. Entom em quê consiste a maldade que faz que os tratem de seita? Que as suas crenças som mais irracionais que as de católicos e mussulmanos? Realmente parecem-me igual de irracionais. Que som como chumbos andando de casa em casa? Ou é porque nom comem filhoas de sangue?

Ora, sendo como sou um firme partidário da liberdade religiosa e de crer e expressar as crenças, ainda das mais esquisitas; sendo como sou um firme partidário da nom intromissom do Estado nas cousas que competem às religions, também sou um firme partidário de que, quando as religions decidem receber dinheiro do Estado democrático, estas estám a renunciar à sua independência, porque o Estado democrático nom pode renunciar à sua botando pola janela abaixo os seus princípios de nom discriminaçom e de protecçom das minorias.... e ainda menos quando ele é o que paga.

O Estado democrático nom pode subsidiar a discriminaçom em questons laborais: nom pode permitir que com o seu dinheiro estejam a ser pagos postos de trabalho nos que se impede o acesso a mulheres ou homossexuais, nom pode permitir que com o seu dinheiro se espalhem valores anticonstitucionais como a discriminaçom por motivos de raça, confissom, género ou orientaçom sexual. O Estado democrático tem o dever de velar polo uso que se faz do seu dinheiro e que com este nom se viole e se espalhe o desrespeito polos direitos humanos e cívicos.

Alguém imagina o Estado Espanhol (y olé) subsidiando umha organizaçom política ou cultural na que se proiba a entrada a todo aquele que nom seja catalám? Teríamos os RguezIbarras ouveando contra semelhante atentado à constituiçom (a do 98, claro). Imagina alguém o Reino Bourbónico a subsidiar umha organizaçom que impedisse chegar a certos postos organizativos ou de trabalho a todos aqueles que fossem pretos, ciganos (os grandes esquecidos), ou murcianos? Suspeito que nom só nom a subsidiariam senom que seria objecto dumha denuncia.

Ora bem, quando tocamos o assunto da religiom as cousas que tam claras estám noutros âmbitos tornam-se de contornos esvaídos, cobertas por um denso nevoeiro, que permite fazer com o dinheiro público qualquer caste de tropelia: nom admitir mulheres nos seus quadros organizativos, ainda que o dinheiro com que se paga esses quadros procedam em boa parte do Estado que sustém a nom discriminaçom por questom de género, agora banir os gays do acesso à estrutura dominante dessas religions, o que também é nom admissível desde umha lógica democrática, por mais que um pense que a esses gays aos que impedem o acesso estám a lhes fazer involuntariamente um favor.

Esta situaçom nom faz nengum sentido desde umha lógica democrática. O Estado nom deveria permitir que com o seu dinheiro (o nosso dinheiro realmente) se perpetuem as lógicas da exclussom. Se as organizaços religiosas querem seguir mantendo lógicas contraditórias com os direitos humanos e os direitos cívicos dos seus membros (e estes lho consentem) entom deveriam excluir-se eles próprios dos subsídios do Estado, e se eles nom se excluem, deve ser o Estado democrático o que os exclua dos seus subsídios até que realinhem os seus valores e comportamentos com os deste.

23 setembro 2006

Em Letónia aprovase lei anti-discriminatória

Letónia tem sido notícia polos seus dias "do Orgulho gay" conflituosos, ou, para ser mais exactos, violentos contra os gays, na que a gente LGBT tivo pouca o nengumha protecçom das autoridades. Mas nesta ocasiom Letónia é notícia por aprovar umha lei que proíbe e pune a discriminaçom no trabalho por motivos de orientaçom sexual. A lei já fora posta a votaçom em Junho, sendo derrotada.

Outro concerto cancelado

Outra vitória mais dos bloggeiros LGBT pretos norte-americanos: o concerto que ia dar o gajo da foto, o cantante de reggae Buju Banton o dia 3 em Los Angeles, foi cancelado pola pressom destes bloggeiros.

Nom é a primeira vez que isto acontece. Lembremos a cancelaçom dos Beenie Man e de TOK, que iam tocar num festival para arrecadar fundos contra a SIDA, também pola acçom dos bloggeiros LGBT pretos.

A razom para pressionar para que o concerto de Buju Banton fosse cancelado é a mesma que no caso de Beenie Man (algumha de cujas letras pugem aqui): a homofobia agressiva que o leva a instigar com as suas cançons a disparar os LGBT.

16 setembro 2006

Bodas entre iguais

Aqui estám: os dous militares do exército espanhol do ar casando com uniforme de gala. Sorte! Trabalhando onde trabalham vam necessitá-la.

Nom é que noutras profissons a cousa vaia melhor. Lembremos o futebolista ao que, descoberto que era gay, "fans" e companheiros figérom a vida impossível até que deixou o futebol e acabou suicidando-se.

Nom é por acaso que um dos âmbitos no que os gays som mais reácios a sair do armário é o trabalho. Temem polos seus empregos, polo âmbiente laboral que pode tornar-se hostil...

Em qualquer caso, parabéns polo casamento... e pola valentia.

13 setembro 2006

Discriminaçom juvenil


Um novo relatório vai ser apresentado no Parlamento Europeu na 4ª f. com o apoio de Sophie intl Veld e Proinsias De Rossa , membros do Parlamento Europeu. O informe titula-se "A exclusom social de jovens lesbianas, gays, bisexuais e trasngênero em Europa", encomendado conjuntamente pola ILGA-Europe e a IGLYO.

No trabalho figerom parte uns 700 rapazes e raparigas de 37 países. O inquérito, que trata a discriminaçom que sofrem os jovens LGBT, deu como resultado que o 61% experimentárom discriminaçom e exclusom na escola, mentres o 51% dixérom ser discriminados na família.

Nada disto é realmente novo. Mália as políticas feitas por muitos dos estados membros da UE que tinham como objectivo reduzir a exclusom social desde a Estatégia de Lisboa de 2000, no que atinge ao âmbito LGBT pouca atençom se deu à exclusom padecida por estes colectivos. Daí que muitos jovens LGBT se integrem com dificuldade e experimentem marginalizaçom nom só social, senom também no âmbito da integraçom no mercado laboral, na educaçom... devido a que muitos deles nom dam rematado os estudos pola violência e o acoso ao que estám submetidos nas escolas, o que, como consequência, dificulta a sua localizaçom social.

09 setembro 2006

Canadá, B-16 e o cansativo que é falar dele


Reconheço que poucas cousas me som tam cansativas como falar de B-16. Sim, refiro-me ao Papa católico Ratzinger. Cansativo porque o home nom cala, e, mália a sua fama merecida de intelectual, nom está a ser nada criativo nos seus sermons e recomendaçons pastorais. Mais umha vez (e quantas vam já?) o seu líder espiritual flageloui-nos com a sua velha e aborrecida parola contrária a umha sociedade livre e pro teocracia disfarçada. Felizmente, como nom estamos em Irám, nom pode chamar aos estudantes a denunciar e pedir o despedimento dos professores "progres" e laicos, ainda que estou seguro que saudades têm. Mas, como digo, nom estamos em Irám, e Canadá está longe espiritualmente da hierocracia iraniana.

Ainda assim, B-16 hoje emprendeu-na contra a legislaçom canadiana sobre o aborto e sobre o matrimónio de gentes do mesmo sexo, criticando que no nome da "tolerância" houvesse que redefinir o matrimónio, e que no nome da "liberdade de eleiçom" se destrua diariamente os meninos nom nascidos (bom oxímoron!), banindo a Deus da esfera pública

De passagem, laiou-se de que os políticos católicos cedam dia sim e dia também às "efêmeras tendências sociais" e às "exigências espúreas dos inquéritos de opiniom", o que supom umha mostra do alto apreço que tem pola opiniom pública.

Como dizia ao começo, é muito cansativo, n'é? Para relaxar as nossas mentes, muito melho ler notícias como a dos dous espontáneos amantes públicos em Ekaterimburgo que acabarom as suas efusons amorosas públicas com umhas felaçons ante a divertida e tolerante olhada dos seus vizinhos. Bem polos ekaterimburgueses!

06 setembro 2006

Agora Ghana!

Agora é Ghana.

O governo de Ghana proibe umha conferência gay e lesbiana que ia ter lugar a semana vindoira por medo a que anime à homossexualidade e mine a cultura e moralidade do país africano ocidental.

"Os Ghanianos som um povo único cuja cultura, moralidade e herança aborrecem totalmente as práticas homossexuais e lésbicas e decerto qualquer outra forma de actos sexuais ánti-naturais", dixo o ministro de Informaçom Kwamena Bartels numhas declaraçons. Para o ministro, "apoiar tal conferência ou ainda permiti-la é animar essa tendência proibida pola lei".

Infelizmente, Ghana nom é um caso estranho no âmbito africano. A homossexualidade em muitos países africanos considera-se umha doença, umha maldiçom ou o resultado da bruxaria. Com frequência é tratada como ánti-africana e alheia a essa tradiçom, como se a homossexualidade fosse levada a esse continente polos europeus e, por tanto, em certa maneir fosse um comportamento sexual sintoma de colonizaçom cultural.

Com a desculpa e o alibi de ser umha prática alheia a África têm-se cometido todo tipo de agressons homófobas como os assassinatos cometidos pola guarda de corps da Winnie Mandela, como se a homossexualidade fosse umha prática habitual, tradicional e permitida culturalmente polas sociedade europeias que a levariam consigo como forma de colonizaçom cultural.

Igualmente, fazendo analogias entre homossexualidade e colonizaçom, pode-se ouvir a alguns dos nossos mais preclaros dirigentes comunistas patrióticos (e nom, nom me refiro à U) dizer que a homossexualidade em Africa, o mesmo que no resto do Terceiro Mundo, seria umha tragédia para essas sociedades, seria um genocídio. Um genocídio em países sem controlo da natalidade? A tragédia som as altas taxas de crescimento demográfico que têm que impedem a viabilidade de qualquer crescimento económico. Que rançosos e que reaças podem ser os nossos ánti-imperialistas!

02 setembro 2006

Travolta



Esta é a foto que desde há uns dias anda por todos os blogs gays norte-americanos. A foto apareceu no último número do tabloide norte-americano National Enquirer. Deixo à suas imaginaçons a interpretaçom da foto.

01 setembro 2006

Homofobia em Polónia?


Sim, sim, este é um dos gémeus que governam Polónia. Este é Jaroslaw, o Primeiro Ministro. Depois de ver como em Polónia se proibiam as marchas do Orgulho Gay (como a de Varsóvia sendo alcalde o seu irmao, o actual Presidente da República), como os seus participantes som agredidos por jovens machíssimos das organizaçons juvenis dalgum dos seus aliados no governo, etc., vem dizer -- em resposta às preocupaçons expressadas pola UE-- que a homofobia polaca é um mito. Em Polónia há gays (como em todo lado!), revistas gays, locais gays, enfim umha vibrante vida gay que desmente, segundo o Jaroslaw, a acusaçom de homofobia e de tolerância com ela do governo polaco. Ainda há gays em prominentes posiçons politicas, segundo o PM Jaroslaw, ainda que esquece dizer que bem armarizados.

E já que estamos a falar, sabiam que Jaroslaw nunca casou e vive com a sua mai? :D

13 agosto 2006

Acçom urgente de Amnistia Internacional

Na confiança de estarmos o suficientemente colonizados como para compreender sem dificuldade o castelhano, deixo sem traduzir a seguinte acçom urgente de A.I.

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Acción Urgente

PÚBLICO Índice AI: AMR 29/004/2006 7 de agosto de 2006

AU 211/06 Temor por la seguridad / amenazas de muerte

EL SALVADOR William Hernández, director de la Asociación Entre
Amigos, organización no gubernamental que trabaja con lesbianas, gays,
bisexuales y personas transgénero
Personas que pertenecen a la Asociación Entre Amigos
Algunas personas que pertenecen a la Asociación Entre Amigos, entre
ellas el director de la organización, William Hernández, han
recibido amenazas de muerte y se encuentran aparentemente bajo
vigilancia. Puede tratarse de un intento de detener el trabajo de la
organización en favor del colectivo de lesbianas, gays, bisexuales y
personas transgénero en El Salvador.
El 1 de junio, a las cuatro y media de la tarde, William Hernández
fue amenazado a punta de pistola ante la oficina de la Asociación
Entre Amigos en la capital, San Salvador, poco después de que el
policía asignado para protegerlo terminara su jornada. Un hombre no
identificado se acercó a William Hernández por detrás y le puso un
arma en el cuello, diciendo: "No voltees a ver. Tenés que dejar de
joder en la Asamblea. Deja de hacer babosadas en la calle porque ya sé
que estás organizando mierdas para este mes. Ya busqué dentro y no
encontré nada y aquí voy a encontrar lo que busco; deja de joder o
antes de que te cases te mato". Luego el hombre agarró un maletín
que llevaba William Hernández y se fue corriendo.
Dos días antes de este ataque, la oficina de la Asociación Entre
Amigos había sido asaltada. El 30 de mayo, William Hernández y otro
miembro del personal de la organización llegaron a la oficina y se
encontraron con que alguien había roto tres ventanas, había
registrado sus archivos y había escrito dos amenazas en unos trozos de
papel y las había dejado en la oficina. Una de ellas decía "culeros
se mueren", y la otra "esto es su merecido". Los asaltantes no robaron
equipo valioso de oficina, pero se llevaron varios documentos, incluido
un programa escrito a mano de las actividades planeadas por la
organización para el mes de junio para celebrar la diversidad sexual.
Una de las actividades era una manifestación ante la Asamblea
Legislativa oponiéndose a la ratificación de una reforma
constitucional que prohibirá el matrimonio entre parejas del mismo
sexo y la adopción de niños o niñas por parte de lesbianas y gays.
Desde el asalto, la Asociación Entre Amigos se ha trasladado a una
nueva oficina, pero el personal cree que aún pueden estar bajo
vigilancia. Han observado la presencia de varios hombres no
identificados ante la oficina, aparentemente montando guardia, durante
cuatro o cinco horas al día.
El Partido Demócrata Cristiano (PDC), en la oposición, y la Iglesia
Católica de El Salvador están haciendo campaña para que se reforme
la Constitución con el fin de ilegalizar el matrimonio entre personas
del mismo sexo e impedir las adopciones por parte de estas personas. La
reforma fue aprobada por la Asamblea Legislativa en 2005 pero ahora debe
ser ratificada por el nuevo Parlamento, elegido en marzo. La
Asociación Entre Amigos ha estado captando apoyos entre los miembros
de la Asamblea Legislativa y haciendo campaña contra esta reforma.

INFORMACIÓN COMPLEMENTARIA
La Asociación Entre Amigos proporciona educación sexual a
lesbianas, gays, bisexuales y personas transgénero, así como al
público en general. También ha denunciado las violaciones de
derechos humanos contra lesbianas, gays, bisexuales y personas
transgénero y el hecho de que las autoridades no investigan esos
abusos.
El colectivo de lesbianas, gays, bisexuales y personas transgénero de
El Salvador sufre ataques e intimidaciones de forma habitual. La
Asociación Entre Amigos ha informado de siete asaltos a sus oficinas
durante los últimos cinco años. Aunque en todos los casos se
denunció el hecho a las autoridades, las investigaciones llevadas a
cabo al respecto han sido superficiales, y no se ha llevado a nadie ante
la justicia. William Hernández sigue recibiendo protección policial
durante su jornada laboral a causa de amenazas recibidas anteriormente
(véase AU 159/99, AMR 29/006/1999, del 12 de noviembre de 1999, y sus
actualizaciones).

ACCIONES RECOMENDADAS: Envíen llamamientos para que lleguen lo más
rápidamente posible, en español o en su propio idioma:

- expresando honda preocupación por la seguridad de William
Hernández, director de la Asociación Entre Amigos, y otras personas
de la organización;
- pidiendo a las autoridades que tomen medidas inmediatas para
garantizar la seguridad del personal de la Asociación Entre Amigos, de
acuerdo con los deseos de las propias personas afectadas, y que
proporcionen a William Hernández medidas adicionales de seguridad,
aquellas que él considere oportunas;
- pidiendo que se lleve a cabo una investigación exhaustiva, inmediata
e imparcial sobre las amenazas de muerte contra William Hernández, que
se hagan públicos sus resultados y que se lleve a los responsables
ante la justicia;
- recordando a las autoridades que la Declaración de las Naciones
Unidas sobre el Derecho y el Deber de los Individuos, los Grupos y las
Instituciones de Promover y Proteger los Derechos Humanos y las
Libertades Fundamentales Universalmente Reconocidos reconoce la
legitimidad de las actividades de los defensores de los derechos humanos
y su derecho a llevar a cabo dichas actividades sin restricciones y sin
temor a represalias;
- instando a las autoridades a tomar medidas inmediatas para poner fin a
la intimidación contra el colectivo de lesbianas, gays, bisexuales y
personas transgénero.

LLAMAMIENTOS:

Ministro de Gobernación
Sr. René Figueroa
Centro de Gobierno
San Salvador, El Salvador
Fax: 503 2281 5959
Correo-E.: mariana.orellana@gobernacion.gob.sv
Tratamiento: Estimado Ministro

Fiscal General
Lic. Félix Garrid Safie
Fiscalía General de la República
Colonia Flor Blanca
49 Avenida Sur
Edificio 8-B
San Salvador, El Salvador
Fax: 503 2249 8613
Tratamiento: Estimado Fiscal General

Ministro de Relaciones Exteriores
Sr. Francisco Esteban Laínez Rivas
Calle Circunvalación 227, Colonia San Benito
San Salvador, El Salvador
Fax: 503 2243 9658
Correo-E.: flainez@rree.gob.sv
Tratamiento: Estimado Ministro
Director General de la Policía Nacional Civil
Sr. Rodrigo Ávila
Cuartel Central de la PNC
6ª. Calle Oriente, entre 8 y 10 Avenida Sur
San Salvador, El Salvador
Fax: 503 2245 1554
Correo-E.: gacosta@pnc.gob.sv
Tratamiento: Estimado Director General


COPIA A:

Procuraduría para la Defensa de los Derechos Humanos
Dra. Beatriz Alamanni de Carrillo
9( Av. Norte y 5( Calle Poniente
Edificio AMSA N( 535
San Salvador, El Salvador
Fax: 503 2222 0655
Correo-E.: soniaguandique@pddh.gob.sv

Asociación Entre Amigos
c/ San Antonio Abad, Lote 2, casa núm. 2562
San Salvador, El Salvador
Fax: 503 2257 4930
Correo-E.: entreamigos@integra.com.sv

y a la representación diplomática de El Salvador acreditada en su
país.

Excmo. Sr. Enrique BORGO BUSTAMANTE
C/ General Oraá nº 9-5º dcha . 28006-MADRID
Teléfono: 91 562 80 02 Fax: 91 563 05 84 // 91 562 68 02
E-mail: Madrid@embasalva.com
www.embasalva.com


ENVÍEN SUS LLAMAMIENTOS INMEDIATAMENTE. Consulten con el Secretariado
Internacional o con la oficina de su Sección si van a enviarlos
después del 18 de septiembre de 2006.

Si recibe contestación de una autoridad, envíenos el original o una
copia, por favor, lo antes posible (ref.: "Equipo AAUU - Respuesta").
Sólo es necesario que indique en el reverso de la misma el número
que tiene la Acción Urgente a la que le han contestado (por ejemplo
"AU 25/99" o bien "EXTRA 84/99"). No es necesario que nos envíe copia
de su propia carta. Si no desea que le enviemos un acuse de recibo,
indíquenoslo también en el dorso con las palabras "No acuse".
Gracias por su colaboración.
1

10 agosto 2006

Suspicazes?

Ainda que estou de férias, e tenho o blog no mesmo estado, onte lim umha cousa curiosa noutro blog, que me fijo pensar se por vezes, e só por vezes, nom somos um pouco suspicazes. Eis a estória.

O bloggista estava a voar com o seu noivo de Newark a San Juan (de Puerto Rico, suponho). Cabo deles, na mesma fila, ia sentada umha piedosa mulher que lia a Bíblia, umha mulher que ele descreve como "nice", "sempre nice".

Ela comentou que ia ver o seu pai, que estava enfermo após ser mal atendido polos médicos. Nessa altura a mulher fai o comentário fatal, o comentário homófobo: "Temos que cuidar dos nossos anciáns. Vós cuidades dos vossos pais, e um dia vós os dous seredes velhos e serán os vossos sobrinhos e sobrinhas os que cuidarám de vós". Fim da cita.

É óbvio que essa mulher nom pensava neles em termos de terem filhos, mas pode dizer-se que essa mulher fosse homófoba? Se a isso lhe chamamos homofobia, entom como lhe chamaremos a quem di cousas do estilo "os maricons merecedes morrer"? Som realmente o mesmo fenómeno um e outro?

07 agosto 2006

Ex-gays?


Sim, ainda que muitos nom ouviram falar dele, existe um movimento de "ex-gays", organizados em diversas associaçons, entre as quais a mais importante é a "Exodus International". Ainda que nom o temos entre nós ainda, nom deveríamos ignorá-lo desdenhosamente pensando que som cousas de americanos. Também até onte nom víramos organizaçons políticas anti-gays, e agora temos esse "Foro da Família", na sua interpretaçom reaccionária, que vimos aparecer e manifestar-se com motivo da reforma do Código Civil para fazer possível os matrimónios entre pessoas do mesmo sexo.

Mas quê som estes ex-gays? Bem, a ideia é simples, aparentemente. Som gentes que foram gays e deixaram de sê-lo. Dado o notório carácter religioso destas associaçons, normalmente associadas a igrejas ou organizaçons protestantes conservadoras ou claramente fundamentalistas (o que nom quer dizer que nom as houver católicas ou mormonas, p. ex.), a sua conversom de gays em ex-gays deve-se a umha experiência ou técnica de cuidado espiritual que os ex-gays experimentarom.

Pareceria, entom, relativamente fácil todo: submetes-te à vontade de Deus, que (como todos sabemos) é que sejamos heteros, e Ele nos ajudará a "curar-nos" desta depravada doença que temos. Simples, n'é? Nom, nom tam singelo.

Ao que fora durante vários anos da associaçom de ex-gays "Exodus International", Bob Davies, no livro The Gay Theology (1997) de Frank Worthen, atribui-se-lhe a seguinte frase:

But I am a homosexual, really, even though I lay claim to my new life. The old hasn't passed away. That's man's thinking, not God's. God sees us as ex-gay, but He also sees us as struggling and dealing with the old nature with its spiritual warfare.

Traduzido:

Mas eu sou um homossexual, realmente, ainda que mantenho a afirmaçom da minha nova vida. O velho nom passou. Esse é o pensamento do home, nom o de Deus. Deus vê-nos como ex-gay, mas Ele vê-nos também a nós luitando e ocupando-nos da velha natureza com a sua guerra espiritual.

Dito doutra maneira:. Aos olhos de Deus esta pessoa é já heterossexual porque foi salvado por Ele, e desde que foi salvado há umha nova criatura. Ele/a é um novo home ou umha nova mulher, enquanto a velha criatura abocada irremisivelmente ao pecado morreu. Ora bem, desde o ponto de vista dos vulgares humanos, esta pessoa segue sendo homossexual, ainda que seja um homossexual arrependido, que nom admite mais que ser gay faga parte da sua identidade. Ou como dize com notório sarcasmo Micael Bussee (http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14077985&postID=115423149102520219)um ex-ex-gay, que agora vive com o seu noivo, um outro ex-ex-gay, que como ele foi fundador também de "Exodus International", os ex-gays som mais bem "gente que realmente DESEJAM nom ser homossexuais mas que ainda o som" ou "rapazes que continuam masturbando-se com fantasias gays mas que TENTAM nom ter sexo com seres humanos reais" ou "gentes que se desagradam a sim mesmos por serem gays".

29 julho 2006

Pior pagos e mais desempregados

Sempre estivo no ar o cliché de que os gays somos mais ricos, e com melhores trabalhos e mais poder adquisitivo que os nossos vizinhos nom gays. Um artigo na revista CentrePiece do Centre for Economic Performance mostra umha realidade bem diferente, quando menos no Reino Unido. Os gays que vivem em parelha som pagos um 6% menos que os nossos vizinhos heteros, e têm um 3% menos de possibilidades de ter um emprego.

Por contra, as lesbianas cobram um 11% mais que as mulheres heteros e têm um 12% mais possibilidades de estar empregadas, provavelemente porque, apesar de todas as legislaçons favoráveis, ser mai segue sendo um grave impedimento para o desenvolvimento laboral das mulheres.

Como nom podia menos de ser assim, as cousas ainda se podem pôr pior para os gays se estes têm mais de 40 anos (sim, existe vida gay depois dos 30!!!!!!!) ou se falamos do sector privado (existem os benéficos capitalistas?).

25 julho 2006

Mais umha outra vez com a polícia municipal de Compostela


O passado sábado pola noite, Carlos Calhom, presidente da Mesa pola Normalizaçom Lingüística, quando saía com o seu noivo dum local de ambiente, viu uns quantos polícias municipais a identificar uns quantos jovens. Nisso vai um dos polícias e bota pola sua boca: "Olho! som gays... O problema é que gostades do meu companheiro", após o qual Carlos Calhom pede-lhe ao génio homófobico que lhe amostre a placa de polícia.

A resposta é clássica: nom lhe amostra a placa, mas pola força o detêm introduzindo-o com más maneiras, e levam-no à comissaria. Sai dali, e o que fai Carlos Calhom é apresentar denúncia polo maus tratos apoiado num informe médico.

O concelheiro de Segurança Cidadá, Xosé Baqueiro (o da foto, sim), como é habitual, nega qualquer credibilidade ao agredido, converte a vítima em carrasco ao dizer publicamente que foi ele o que "increpou" aos agentes.

Nom é a primeira vez que a polícia municipal tem qualquer problema com os gays. Lembremos a mais que patética entrada no HS com más maneiras.

Felizmente o agredido foi Carlos Calhom. Felizmente, digo, porque é umha personagem conhecida pola sua posiçom na MNL, por ser um conhecido membro do BNG e da UPG, por ser (e isto é bem importante) um gay fora do armário desde há anos (mais de um/ha no BNG e UPG deveriam aprender do seu exemplo).

Se o agredido fosse um gay do montom, anónimo, assalariado numha empresa privada, armarizado por medo injustificado ou nom, teria que achantar e calar. Primeiro o comentário homófobico dessa polícia municipal santiaguesa, depois às más maneiras, e, afinal, a postura inombrável do nosso concelheiro de Segurança Cidadá... Mas má sorte para os polícias e para o senhor concelheiro. Baterom com o "maricom" erróneo, e este acontecimento nom vai passar discretamente e às acaladas.

Os meus parabéns ao Carlos Calhom.

21 julho 2006

Cabodano dos assassinados em Irám


O dia 19 foi o cabodano dos adolescentes gays assassinados no norte de Irám pola teocracia homófoba que ali governa com um julgamento-farsa. Com esse motivo, celebrarom-se concentraçons, manifestaçons e diversos actos acudindo ao apelo de organizaçons como OutRage em Paris, Londres, Toronto, Nova Iorque ou Washington para protestar contra esses acontecimentos e a possibilidade de que volvam a acontecer.

A foto é a da concentraçom em Moscova. Foto de GayRussia.ru

19 julho 2006

Em Riga nada de Orgulho Gay

Em Riga, mais umha vez, as autoridades negárom a licença para celebrar o Orgulho Gay. O motivo aduzido é o de sempre: que nom podem garantir a segurança dos manifestantes porque uns grupos extremistas ameaçaram com atacar os manifestantes.

A quê soa isto? A Moscova, a Polónia, a Lituánia... a escusa dos países "democráticos" da Europa do Leste, que seguem sem se inteirar que a UE é mais algo do que um clube que dá um certo prestígio internacional, que seguem sem compreender que o prestígio que dá pertencer à UE procede do simples facto de que esta Uniom tem fama (melhor ou pior ganhada) de respeito aos direitos humanos e cívicos, entre eles o de expressom e o de nom ser discriminado por razom de orientaçom sexual. A ver se se decatam já!

12 julho 2006

"Bun de chi chi man" ou a homofobia musical

Beanie Man, um conhecido cantante jamaicano de dancehall, tem umha bela cançom titulada "Han Up Deh", traduzida algo assim como "Colga-os". A quem há que pendurar? a resposta é clara pola letrinha da cançonzinha: "Hang chi chi gal wid a long piece of rope", dito em galego "Pendura às lesbianas com umha longa corda". Para acrescentar aos vossos vocabulários da homofobia: em Jamaica "chi chi" aponta à homossexualidade. Assim, "chi chi man" é um maricom, e umha "chi chi woman" ou "girl", umha bolhera.

TOK gravou umha cançom chamada "Chi chi man", um reggae no que se chama a queimar e matar os gays (os "chi chi man"). Um bocadinho da sua letra:

From dem a par inna chi chi man car
Blaze di fire mek we bun dem!!!! (Bun dem!!!!)
From dem a drink inna chi chi man bar
Blaze di fire mek we dun dem!!!! (Dun dem!!!!)


Se sabedes inglês, e repetides isto em alto já sabedes o que dize: que nos quer ver queimados.

Pois bem, LIFEBeat, umha organizaçom da indústria da música que foca o seu trabalho no SIDA/HIV, organiza este ano um concerto para arrecadar fundos para o SIDA/VIH e chamar mais umha vez a atençom sobre este problema sanitário. Adivinhade quem estám no programa do concerto. Sim, sim: o TOK e Beanie Man.

O assunto alcança tal escândalo que os bloggers LGBT norte-americanos estám denunciando unidos este feito. Mais umha vez, alguém pode imaginar um concerto assim com grupos supremacistas brancos com letras que chamam a matar pretos ou com grupos nazis cantando cançons que fam o mesmo com os judeus? Por suposto que nom. Ninguém os chamaria. A ninguém se lhes passaria pola cabeça tal estúpida ideia. Mas, dalgum jeito, quando se trata de gays e de homofobia podem chamar a cantantes que incitam ao assassinato dos gays e ainda justificam a sua inclusom num concerto.


05 julho 2006

Deus os da e eles se amontoam!


Decididamente, nada une mais que a homofobia. Deveriam premiar-nos por fazer que duas religions que historicamente estiveram em constante tensom (sendo eufemísticos na expressom) se unam contra a gente LGBT. O Rabi Shlomo Amar enviou-lhe umha carta ao Papa, ex-Juventudes Hitlerianas, para que se una a ele na luita contra a celebraçom em Jerusalem do Orgulho Gay Internacional.

Tam ou mais emotivo ainda, é ver como se unem no Parlamente israeli os partidos religiosos judeus e os árabes para denunciar e tentar impedir a abominaçom e imundícia que se vai apoderar de Jerusalém no vindoiro Agosto.

Deus os dá e eles se amontoam!

Ah, e a foto é de Peter Thatchell de "Outrage London" no EuroPride deste ano.

01 julho 2006

30 junho 2006

Para quando a protecçom legal dos LGTB nas Universidades?


No anteprojecto de modificaçom da LOU introduzem-se umha série de medidas tendentes a favorecer a igualdade da mulher dentro dos órgaos de gestom universitária, combatendo assim a discriminaçom que estas sofrem por machismo consciente como por inércia do passado. Na mesma linha, introduze-se o direito dos estudantes a nom serem discriminados por sexo, raça, religiom ou incapacidade. Bem pola ministra Cabrera!

Nom tam bem porque mais umha vez o problema da homofobia e das atitudes homobóficas no trabalho, na universidade ou na sociedade em geral nom som enfrontadas como é necessário. Nom se menciona o direito dos estudantes a nom serem discriminados por orientaçom sexual. Nom se menciona esforço algum ou medida algumha para combater e seguir as manifestaçons de homofobia na universidade, que ha há, e nom poucas.

Mais umha vez a actividade do governo espanho parece mover-se pola absurda e naive crença de que abrindo o código civil a que a gente LGTB poda casar a actividade legislativa já chegou ao seu fim. A verdade é que, sendo um grande passo, enorme ainda, nom é suficiente. A homofobia social e cultural nom se acaba, senom que segue manifestando-se na discriminaçom laboral, nos tratamentos "médicos" para "curar" a homossexualidade, no professorado das faculdades de medicina e psicologia que ainda falam da homossexualidad como umha perversom sexual que curar, nos professores LGTB que nom estranhamente nom dam avançado nas suas carreiras académicas apesar de terem tantos méritos como qualquer outros... Enfim, a homofobia nas suas diversas manifestaçons segue no mundo académico, e a nossa ministra sem inteirar-se, segundo parece.

28 junho 2006

26 junho 2006

Lembra-te: Orgulho Gay 2006 Compostela



30 de Junho: Recital de poesia na Fundaçom Granell às 20.30

1 de Julho: às 20 h. manifestaçom na Alameda convocada pola Federaçom Galega de Associaçons LGBT "Aturuxo"
às 22.30 Festa reivindicativa com Astrud e Mercedes Peón na Quintana

25 junho 2006

Orgulho Gay 2006 Vigo

Ainda que um pouco tarde, chegou-me a seguinte info sobre as celebraçons do Orgulho Gay em Vigo. Fica fora um acto do sábado passado, por passado, claro.

28 JUNHO - 3ª f.:
9 h: Colocaçom da bandeira do Arco da Velha no Concelho de Vigo.
22 h: Ceia e entrega do Prémio “Legais 2006” no Restaurante do Museu Marco (Principe nº 54).

Para anotar-se na ceia chamar os telefones 630 061 399 - 660 405 215 – 619 860 908 ou por ingresso de 20 € os-as sócios-as e 24 € os non socios-as no nº de conta de Legais aberto en Caixanova: 2080 / 0000 / 75 / 0040271258, fazendo constar o nome e apelidos no ingresso.


Este ano o PREMIO LEGAIS 2006 será entregado a LAURA BUGALHO, pola sua defesa pioneira na Galiza na defesa dos dereitos dos e das transexuais. Este é brevemente o seu currículo:
- Mestra e Pedagoga Social.
- Doutoranda en Eudaçom e Transexualidade.
- Coordenadora Oficina Migraçom da CIG en Santiago de Compostela.
- Membro do BNG.
- participa na Revista de Pensamento Feminista "Andaina".
- Participa no Foro de Imigraçom de Santiago de Compostela.
- Coparticipou da Proposiçom Nom de Lei sobre Transexualidade no Parlamento de Galiza.
- Fundou o Coletivo "TransGaliza".
- Participou na Marcha Mundial das Mulheres em Santiago de Compostela


30 JUNHO - 6ª f.: 20:30 h. Encontro literario com a leitura de poemas na Livraria “Hades” (Rua Real nº 4).

7 JULHO- 6ª f. : 23:45 h.: Festa do Orgulho LGTB no Pub “7 – 4” com a actuaçom de Erika. (Rua Areal nº 74).

E seguimos com o Orgulho Gay 2006


Este fim de semana já começarom as marchas, eventos e festas do Orgulho Gay por Europa.

Em Paris, marcharom 800.000 pessoas, entre elas o conhecido Pte. gay da Câmara Municipal de Paris. A gente LGBT desfilarom pedindo a igualdade civil para gays e lesbianas com apertura do matrimónio e a adopçom, face a actual lei de parelhas restritivas, essa lei que o nosso PP nunca nos quijo dar enquanto governou.

Em Dublin, manifestarom-se polo matrimónio gay umhas 5000 pessoas. Em Lisboa, pedindo o mesmo, uns 2000 contra a homofobia e em lembraça de Gisberta. Enquanto em Atenas un milhar, em Budapest 1500 e em Zagreb 200 manifestantes com 200 policias (morbosa situaçom, n'é? ;-).

23 junho 2006

Queer As Folk


Já tem data e hora a estreia de Queer As Folk (USA): o 30 de Junho na "Cuatro" às 00.30. Nom é o melhor dia, nom é a melhor hora. Em realidade, nom é a melhor nada, salvo que a emitem.

O interesse que tem esta série é que apresenta um mundo gay bastante realista, ou, quando menos, bastante realista numha cidade grande. Felizmente, nom temos aqui o "Tio Willy", nem ainda a Mauri. Temos um mundo gay diverso, com poucos estereotipos, excepto o do gay promíscuo e hedonista. Mas a promiscuidade e o hedonismo é um estereotipo ou é umha realidade? ;-)

21 junho 2006

Pentágono

Uns génios do Pentágono classificam a homossexualidade entre as doenças mentais e os desordens psíquicos. Trinta anos depois de que as principais organizaçons psiquiátricas americanas desclassificaram a homossexualidade como umha doença ou desordem mental vêm estes psicóticos ignorantes do Pentágono e, com a enorme superioridade profissional e intelectual que dá levar um uns galons e algum que outro pin, pola sua própria conta reclassificam-nos como doentes mentais.

Claro, um nom deveria surpreender-se. Gostaria de saber quê é o que se diz em muitas faculdades universitárias. E mais de umha supreesa nos levaríamos.

18 junho 2006

acosso escolar e homofobia


Umha notícia lida hoje sobre um estudo feito nas escolas escocesas dize que rapazes de primária som capazes de se definir sexualmente. Nesse estudo, um rapaz de 12 definia-se como gay, e uns quantos mais menores de 15 definiam-se a si próprios como gays ou lesbianas. Este estudo vinha a conto do acoso nas aulas, e em concreto do acosso por questom de sexualidade, real ou suposta, propondo ajuda para os rapazes acossados e educaçom contra a homofobia nas aulas.

Nas notícias que os média galegos e, de maneira mais geral, os do Reino Bourbónico, dam sobre o acosso nas escolas nunca dizem os motivos polos que se acossa. Seria interessante saber se os motivos som pola sexualidade suposta ou real do acossado porque conscienciaria da necessidade de findar com a prática do acoso nas escolas mas também com a homofobia. Pudicamente, calam os motivos do acoso, e calando-o impedem que a sociedade seja consciente da natureza do problema que está a ter: a homofobia. Alguém se imagina esse silêncio se o acosso for por racismo?

16 junho 2006

Onde estám as organizaçons de direitos humanos quando os necessitamos?


Há um tempo enrolei-me na rede de acçons urgentes de AI Espanha para ajudar, desde as minhas possibilidades, nos casos de situaçons em extremo perigo. Elegim a opçom dos casos de minorias sexuais. Nom fai falta dizer por quê, nom? Desde que me dei de alta, nunca, nunca, me mandárom umha chamada à acçom urgente referidas às minorias sexuais. E nom é porque, infelizmente, nom faltaram.

Conto isto porque os gays russos, depois do Orgulho Gay do fim de semana passado em Moscova, estám a se perguntar onde estavam as organizaçons de direitos humanos. Salvo Human Rights Watch, o resto estivérom ausentes.

O director do Human Rights Bureau nom só nom estivo ali se nom que se permitiu fazer declaraçons dizendo que, tendo em conta o sentimento geral, nom deveria ter-se celebrado o Orgulho Gay em Moscova. Ludmila Alekseyeva directora do "Grupo de Helsinki" de Moscova nom entendia a necessidade de ter um Orguho Gay em Moscova.

O direito humano de liberdade de expressom parece que, quando é para a gente LGTB, nom existe, e se pode prescindir dele. O direito à dignidade própria também parece que os nossos bravos defesores dos direitos humanos consideram que nom é um direito quando se trata de maricons e marimachos.

13 junho 2006

Reggae homófobo? Nom pra mim, obrigado!

A cidade de Brighton, Deus a abençoe, decidiu pedir a umha disco que cancele a actuaçom do cantor de reggae Buju Banton por considerar que a cidade é amistosa com os gays e a sua actuaçom resultaria em danos para as relaçons sociais da cidade.

O Buju Banton é um génio jamaicano que canta reggae. As suas letras com frequência têm mensagens homófobos. Entre as suas cançons homofóbicas mais conhecidas está "Boom Bye Bye inna batty bwoy head", na que chama a lhes dar um tiro na cabeça aos gays, contribuindo na sua Jamaica ao clima de homofobia assassina que reina ali.< A notícia é tanto mais salientável quanto algumha rádio pública emitiu há pouco um programa na que este cantor tinha umha importante presença argumentando que era um artista clave para o género do reggae de discoteca.

Imaginas que umha rádio pública ou umha discoteca normal traia como atracçom um "artista" que chama a dar-lhe um tiro aos pretos na cabeça? Nom, verdade? Mas com nós isso sim se pode fazer e argumentar. Puta homofobia bem-pensante!

Super-herois

Já estou farto e, realmente, nom me interessa nada de nada se Superman é gay ou nom. Mui pouco temos que fazer ou mui petardas somos para embrulhar-nos sobre a gayice do Superman. Que se fale do gay que é Superman ou o gays que som esses super-herois em calças de licra numha série como "Queer As Folk" (USA) é umha cousa. Passarmo-nos pessoas de carne e osso a falar sobre o assunto é outra. Em QAF (USA) serve bem para dar um apoio argumental à paixom de Mikey polos super-herois, para emparelhá-lo com Ben Bruckner. Mas a nós quê nos aporta a nom ser um tema para fazer a petarda durante horas.

Pior ainda é quando o assunto passa às páginas e à capa dumha das revistas para o público geral gay menos frívolas, mais sérias e militantes que conheço, The Advocate. É deprimente ver como discutem e debatem sobre quam gay é Superman, sobre os indícios de gayice que tem: que se leva dobre vida, que se sempre leva calças cingidas de licras, que se estám cachondos, essas viagens misteriosas ao Polo Norte...

Vale, Superman é gay, também Spiderman, Batman está liado com Robin... e quê?

Natureza gay

Pois sim, a Natureza é muito mais gay do que um esperaria. Nada menos que 450 espécie animais têm presença gay. As girafas têm orgias de todos machos. O mesmo se passa com alguns tipos de arroazes, com as baleias cizentas e assassinas. Os macacos japoneses têm abundante vida lésbica, o mesmo que os bonobos, cujos machos também se implicam em fazer "esgrima" com os seus penes, o que fai que ejaculem.

Enfim, que a vida gay do reino anima é tam intensa que já vai sendo hora de que reformule a visom da homosexualidade humana, reformulando pola sua vez a da selecçom sexual.

09 junho 2006

As lesbianas nom som homos (!!!!!)

Pois nom, nom o som. Ou isso quando menos dize um juiz do "Tribunal de Imigraçom e Assilo" de Manchester (R.U.). Claro é, a ideia é negar-lhe o assilo e devolver umha mulher ugandesa a Uganda, um desses países ao que nengum de nós quereria ir polo homofóbico que é.

Poupo-vos o comentário a tanta idiotice.

08 junho 2006

Orgulho Gay em Varsóvia

Mais um ano o Orgulho Gay celebrará-se em Varsóvia. A diferença de anteriores ocasions, nesta nom há nengumha proibiçom legal.

Ora, todo promete que o Orgulho Gay nom vai ser tranquilo. Desde o inefável Wojciech Wierzejski com as suas declaraçons homófobas até a cadeia de televisom TVP2 todo indica que os ânimos estám a se aquecer. A cadeia de tv mencionada emitiu um programa no que se misturava Orgulho Gay com defesa da pedofília em reiteradas ocasions de maneira intencionada. Entre outras cousas, fazia-se a pergunta retórica de se queria umha marcha do orgulho gay que promovia a pedofília.

Se vades a Varsóvia este fim de semana e vos animades, aqui tendes o endereço:

http://www.paradarownosci.pl/index.php?&lang=en

Derrotada a emenda à constituiçom norte-americana

A introduçom da emenda à constituiçom norte-americana que tentou o Pte. Bush foi derrotada ao ficar 11 votos por debaixo dos 60 requeridos para ser aprovada. A derrota, como já se dixo anteriormente, era segura já que nom saíam as contas dos 60 votos que a apoiassem. E assim foi: derrotada. Como merecia.

06 junho 2006

E vamos para o Dia do Orgulho Gay

Realmente é difícil seguir as actividades do Colectivo Gay de Compostela e as lesbis do BOGA. E nom é que um nom tente estar ao tanto do que fam, senom que o seu sistema de propaganda parece ser invisível, inaudível... Dito doutra maneira, deveriam solucionar esse problema já.

A info que obtivem veu pola web "Compostela Cultura" à que há que dar os parabéns pola info que dá sobre os actos do Orgulho Gay em Santiago.

Hilaria afinal falou

Pois sim, Hilária já falou, já dixo algo sobre a emenda à constituiçom americana. Nom foi para apoiar os matrimónios gays, nom. Nom vai cair nessa trampa funesta que tramam os republicanos para deixar ao descoberto a sua autêntica face de "liberal". Nom, nom vai pisar o gelo escorregadio que a faça dar com os seus presidenciáveis ossos no chao e frustrar assim a sua brilhante carreira eleitoral.

O que dixo era o esperável: que havia muitos temas mais importantes dos que falar como o terrorismo, os preços da gasolina, os custos do sistema de saúde.... mas por suposto, eludiu apoiar o matrimónio gay. Que bruxa!

03 junho 2006

Outra vez a emenda à constituiçom americana (do Norte)

Cada vez que Bush e o Partido Republicano norte-americano tem problemas e quer reactivar a sua base acode a nós, os gays. Nom obviamente para que o aconselhemos, ainda que alguns dos seus conselheiros seguramente som gays, senom para utilizar-nos como arma. Nesta ocassiom estám com a Emenda constitucional sobre o matrimónio. Em realidade, tem poucas possibilidades de sair. Necessita ser aprovada por 2/3 do Senado, do que com dificuldade conseguiriam o 50%, e que 3/4 dos congressos estatais também o aprovem. Deve ter-se em conta que um dos problemas que comporta a emenda é a invasom do que até agora se considerava um privilégio dos estados, as leis matrimoniais.

Quê dize a emenda?
Marriage in the United States shall consist solely of the union of a man and a woman. Neither this Constitution, nor the constitution of any state, shall be construed to require that marriage or the legal incidents thereof be conferred upon any union other than the union of a man and a woman.
Dito doutra maneira, que só um homem e umha mulher podem fazer um matrimónio. Ainda mais perigoso: na última sentência pode entender-se que nom se poderám estender os privilégios ou situaçons matrimoniais a umha uniom que nom seja a dum home e umha mulher. Dito doutro jeito, podem acabar com todo tipo de leis que reconhecem certos direitos à convivência de facto ou o reconhecimento legal de casais gays. Se esta interpretaçom for possível, como se tem apontado, entom poderiam estar em perigo nom só os matrimónios gays de Massachussets, senom também as "unions civis" que há reconhecidas em vários estados, as extensons de direitos aos parceiros/as em casais gays, etc.

De acordo, essa emenda constitucional, polo que dizem os politólogos, nom está pensada para que se aprove. Só está presentada para galvanizar umha bases republicanas bastante desmoralizadas após as desfeitas iraquianas, os preços da gasolina polas nuves (e isso que nom virom os preços daqui), e disparados custos do exíguo sistema de saúde. Mas, se quigerem animar as bases republicanas, que lhes montem um par de boas campanhas evangelísticas com os predicadores que mais os/as excitem, ou que chamem a Natzinger para que em vivo e em directo lance um par de degretos de excomunhom contra os maricons e os seus protectores, e que nos deixem a nós em paz. Agora que reparo: onde está e que diz a flamante senadora Hilary Clinton?



01 junho 2006

Vamos ao Orgulho Gay de Letónia

Seguimos na Nova Europa. No anterior falávamos de Roménia, agora vai a cousa com Letónia.

"Nom podemos agachar-nos nos matos entrementres toda quanta ralé e maricom passeiam polas ruas". Esta elegantíssima frase procede de Dainis Turlais, membro do partido governamental de Letónia. Em realidade pouco nos interessaria aqui os detritos produzidos por este insigne pessoeiro se nom for porque foi nomeado polo parlamento lituano para fazer parte da Assembleia Parlamentar da OSCE, entre cujas missons está a de supervisar o respeito dos direitos humanos, das liberdades básicas e os direitos das miniorias polos 55 estados membros da organizaçom.

Em harmonia com esta decissom, as celebraçons do Orgulho Gay em Letónia estám sendo ameaçadas polos seus políticos, começando polo Pte. da cidade de Riga e seguindo polo seu Primeiro Ministro que onte, numha entrevista na tv, falava de problemas de segurança para a sua celebraçom.

Agora começa Roménia

Estamos a começos de Junho, e as celebraçons do Orgulho Gay começam a se amontoar, e com eles os problemas na rumsfeldiana Nova Europa. Nom é que na Velha Europa nom os houver, mas, reconheçamo-lo, som bastantes menos.

Depois do movido Orgulho Gay moscovita do último fim de semana, agora temos à homofobia direitista romena tentando pôr as suas interquinências ao Orgulho Gay de Bucarest que se celebra este fim de semana. Para tentar impedi-lo recorrerom aos tribunais em busca de auxílio y pugerom umha queija formal arguindo que a celebraçom do Orgulho Gay com a sua marcha seria umha "manifestaçom designadas a provocar o obsceno e o anti-social". Esperemos que o tribunal nom admita tam rançosa argumentaçom para proibir a marcha do Orgulho Gay.

29 maio 2006

Gisberta

Transexual, prostituta, 46 anos, brasileira do Porto. Essa era Gisberta.

Espancada, atada, queimada com cigarrilhos, paus polo ânus e lançada a um poço. Assim morreu Gisberta.

Os supostos assassinos confessos foram rapazes de 10 a 16 anos, alunos da católica Oficina de S. José.

Agora já nom som supostos assassinos. O fiscal decidiu que Gisberta morreu afogada, nom como consequência da malheira que recebeu. Os rapazes já estám livres.

"...Terra da fraternidade..."

27 maio 2006

Mais de 200 arrestados no Orgulho Gay de Moscova

A polícia de Moscova arrestou a mais de 200 persoas pola polícia para impedir a celebraçom do Orgulho Gay em Moscova, proibida polo alcalde dessa cidade Yuri Luzhkov. Entre os detidos está o líder gay russo Nikolai Alekseyev, que foi arrestado quando se preparava para levar um grupo à Tumba do Soldado Desconhecido. Tentava-se fazer ali umha oferenda de flores como resposta à política fascista provocada polos comentários desatinados dalguns burócratas e políticos.

Também foi visto um grupelho de "cerebros rapados" e fieis da Igreja Ortodoxa Russa opostos à celebraçom do "Dia do Orgulho" dispostos a fazer umha contra-manifestaçom.

Orgulho Gay de Moscova: o centro da cidade sob controlo policíaco

Os activistas gays russos decidirom onte seguir com a celebraçom do Orgulho Gay, mália a proibiçom do alcalde de Moscova Yuri Luzhkov.

O centro da cidade está sob controlo policíaco para impedir que se celebre o dia do Orgulho Gay.

Nom posso menos que perguntar-me onde está a U.E. agora, onde os seus parlamentários... Vale, a Federaçom Russa nom fai parte da U.E... Veremo-nos em Polónia, Lituánia, Letónia, que sim fam parte da U.E. Estará presente ali para proteger os direitos dos cidadáns gays e lesbianas a nom ser discriminados no exercício dos seus direitos cívicos básicos como a liberdade de expressom e de manifestaçom?

Mas hoje estamos em Moscova.

26 maio 2006

E seguimos com o Orgulho Gay de Moscova

Más notícias de Moscova e o seu Orgulho Gay:
- Um juiz vem de decretar a legalidade da proibiçom da marcha do orgulho gay de Moscova.
- Um grupo de patrioteiros direitistas interropem a palestra sobre Oscar Wilde dada polo seu neto Merlin Holland ao berro de "Fora maricons de Russia!", e quando os expulsarom dali lançarom uns viais de gas irritante ao auditório.
- O Aldalde de Moscova, Yuri Luzhkov, afirmou num programa de rádio que mentres ele seja alcalde de Moscova nom se permitirá a celebraçom de marchas do Orgulho Gay.

Aos russos, assim como a outros dos nossos amáveis vizinhos da Europa orientas, os muitos anos de marxismo-leninismo deixou-nos bem a monte.

25 maio 2006

Unions gays no Direito Civil galego

Rápidos, n'e? Um ano depois de terem sido aprovadas as modificaçons legais no Código Civil espanhol que abrem a porta a gays e lesbianas casar como o resto dos cidadáns, agora o Parlamento Galego sai com umha modificaçom no direito civil galego que fai possível as unions gays. Isso sim, graças ao PP o assunto das adopçons nom está mui claro.

Está bem, mas para quê quero umha lei de "parelhas de feito" se posso com a actual legislaçom casar? Quê acrescenta legalmente ao que já temos? Unicamente umha rede sobre a que cair se o Tribunal Constitucional Espanhol (y olé!) decidir fanar ou anular as modificaçons legais introduzidas no Código Civil espanhol. E mais nada.

Um outro dia já falaremos do que significa submeter-nos a esses pueris ritos heterosexuais sem sentido :P

23 maio 2006

Gay armado, gay respeitado?

Pois sim. Existem os gays polas armas. Nom é um comando de auto-defesa gay como a "Pink Posse" de Queer as Folk, prontos para responder qualquer agressom ou intento. Som gays que proponhem que os gays nos armemos legalmente, mandando a mensagem com o nosso apetrecho de armas de que atacar-nos nom é fácil, que nom somos as vítimas voluntárias da homofobia. Odiar-nos é cousa sua, defender-nos é o nosso direito. Claro é, a ideia e a associaçom está-se a desenvolver naqueles países nos que a legislaçom sobre a tença de armas é muito mais lassa do que no nosso, quer dizer, USA e Canadá. Aqui é impensável.

Alguns diriam que a minha heterofobia é a que me fai concordar com o direito proclamado polos "Pink Pistols" de nos auto-defender e armar-nos ali onde podamos fazê-lo legalmente. Talvez seja heterofobia, mas acho que só é sentido de auto-protecçom e também de auto-estima pois nom temos que ser vítimas fáceis dos ódios dos demais.

Ora, o que resulta desagradável, perigoso e tolo nos "Pink Pistols" é nom a mensagem de se defender inclusivé com armas, se for necessário, senom que na sua defesa do direito a armar-se situam-se na mesma linha que a RNA (a Associaçom Nacional do Rifle norte-americana, sim, a do Charlton Heston de "Bowling for Columbine") e, de facto, colaboram com ela tentando impedir as legislaçons restritivas do uso de armas de fogo com os argumentos tam clássicos como falaces de que a restriçom no uso de armas de fogo fai aumentar, nom diminuir, a violência e os crimes. Destarte, os nossos "Pink Pistols" contribuem à generalizaçom das armas de fogo entre a populaçom, criando com isso as condiçons para umha sociedade no que a violência armada se propague polo espalhamento dos instrumentos que a fazem possível.

18 maio 2006

Homofobia na ONU

ILGA Europa acaba de ser rejeitada como observadora no Conselho Económico e Social da ONU. Os infames países que votarom pola sua recusaçom som: Camerun, China, Costa de Marfim, Irám, Pakistám, Federaçom Russa, Senegal, Sudám, Zimbabwe.

Chile, Colombia, França, Alemanha, Peru, Romania e os Estados Unidos som os países que votaram em contra da recusaçom. Abstiverom-se a India e Turquia.

17 maio 2006


DIA INTERNACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA

15 maio 2006

Grand Ayatollah Sistani e a Fatua Mortal

O Grande Ayatollah Ali Sistani retirou da sua web a fatua na que chamava a matar aos gays no Iraq, e que se crê que está detrás da vaga de assassinatos de gays e lesbianas que está a haver no Iraq. Nom retirou a passagem dedicada às lesbianas.

Contodo, é indiferente, a retirada da web nom comporta a revogaçom da fatua, polo que com a abençom do seu tiránico deus seguirám a matar gays e lesbianas.

É o que têm as teocracias, que como a Deus se lhe obedece e nom se lhe discute...

12 maio 2006

Bispos pola homofobia, gays pola apostasia

O 18 de Janeiro, o Parlamento Europeu (PE) adoptara umha resoluçom na que se condenava a homofobia, tanto nas suas expressons de violência física quanto nas de discriminaçom social. Esta digna resoluçom acaba de ser condenada pola Conferência Episcopal Espanhola (y olé!) porque pom em perigo a liberdade de consciência (!!!!!!!) e anima aos Estados da UE a revisar as suas legislaçons para permitir as unions civis gays, ou ainda o matrimónio.

Apresentar-se como vítima, como perseguida, já resulta umha rotina esperável na associaçom religiosa "Igreja Católica" Romana espanhola, e sobretodo na CEE (y olé!), apesar de que recebe miles de milhons de euros cada ano do Estado Espanhol, mesmo quando este é governado polo impiedoso PSOE, composto por atéus apóstatas e massons, como é bem conhecido. ;)

Ora, apresentar-se como vítima dum ataque à liberdade de consciência porque o PE anima numha resoluçom a findar "as actitudes de discriminaçom, desprezo e violência cara as pessoas de tendências homossexuais" é ir mais alá do ridículo ao que nos tem acostumados a CEE (y olé) para entrar no terreno da ruindade. Tentar fazer crer que a defesa da dignidade e da integridade dum grupo social é um ataque à liberdade de consciência só pode ser qualificado de perversom da linguage e de depraçaçom moral.

Nom deveríamos seguir permitindo que o bom nome de cada um de nós, como cidadáns e como gays, esteja associado a umha associaçom religiosa tam iníqua que nom pode senom conceber a liberade dos demais como perseguiçom própria.

Ratzinger e os gays italianos

Já havia tempo que nom o ouvíamos. Nom suportou estar mais tempo calado sobre o assunto gay. A sua advertência ou ameaça vai contra o novo governo italiano de Romano Prodi. O motivo: o novo governo italiano leva no seu programa electoral fazer umha lei de unions civis às que se podam acolher os gays. O ameaçador: Ratzinger, já sabes, o líder da associaçom religiosa "Igreja Católica" Romana. A ameça: fazer todo o que estiver nas suas mans para impedir essa lei. Quê é o que significa nessa frase "todo" nom o esclarecem.

10 maio 2006

17 de Maio: Dia internacional contra a homofobia

O vindoiro 17 de Maio celebrará-se por segundo ano o dia mundial contra a homofobia. Infelizmente, ainda que desde o ponto de vista legal os avanços no Reino Bourbónico fossem grandes, fica a homofobia social, religiosa e, por quê nom dizê-lo, a política. Temos razons para o celebrar aqui dentro.

Fora, a situaçom é bem pior. Nom falemos dos países nos que ainda há pena de morte contra os gays. Nom falemos dos países nos que ainda há repressom contra nós, como no Camerún. Nem fai falta irmo-nos de continente. Aqui, na UE, temos boas ilustraçons do que é a homofobia: Polónia, Lituánia, Letónia... homofobia nom meramente social, senom institucional, governamental. As directivas de igualdade da UE som ignoradas, sem que, polo demais, o resto de governos fagam nada por reconduzir as situaçons nem pressionar os governos homófobos. A homofobia dentro da UE sai grátis.

07 maio 2006

O mufti russo sai sem castigo

O mufti russo Talgat Tadjuddin, que incitou à violência anti-gay em caso de que em Moscova se faga umha manifestaçom para celebrar o orgulho gay, pode estar tranquilo. As suas palavras de incitaçom ao ódio anti-gay feitas numha entrevista na agência de notícias Interfax nom merecerám nengumha acçom do fiscl do distrito de Tverskaya devido a que o mufti nom fazia senom citar o Corám e uns hadizes. Com excepçom dessas citas, o fiscal de distrito considera que as palavras do mufti nom constituem um delito contra a paz social.

Se dizer que os gays nom têm direitos e que devem ser batidos, como fez o mufti, nom é um atentado contra a ordem social, entom quê é? Se alguém dixer que os mussulmanos nom têm direitos e devem ser batidos quando se manifestassem como tais, alguém a sério crê que isso nom seria um atentado contra a paz social? Mas quando esses comportamentos aberrantes fazem-se contra os gays, parece que nom há problema, que é aceitável.

Rapaz Iraquiano morto pola polícia

Ahmed Khalil, um rapaz iraquiano de 14 anos, foi morto pola polícia na porta da sua casa por se deitar com homes. O rapaz dedicava-se à prostituiçom para sobreviver.

A morte de Ahmed nom é um episódio isolado, senom que se situa dentro dumha política de caça de bruxas contra a populaçom gay iraquiana iniciada polas milícias xiítas à calor da fatua do Grande Ayatollah Sistani chamando à execuçom dos gays e a erradicar os homosexuais.

A notícia estendida em http://news.independent.co.uk/world/middle_east/article362151.ece